terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Inter dá vexame, perde para o Mazembe e fica fora da final do Mundial

O Internacional protagonizou nesta terça-feira uma das histórias mais vexatórias do futebol brasileiro. A equipe colorada perdeu por 2 a 0 para o desconhecido Mazembe, da República Democrática do Congo, e ficou de fora da final do Mundial de Clubes da Fifa. Agora, o time gaúcho vai ter que se contentar com a disputa do terceiro lugar contra o perdedor da outra semifinal, entre Inter de Milão, da Itália, e o Seongnam, da Coreia do Sul.

Favorito absoluto na partida, o Internacional foi surpreendido pelo Mazembe. Os gaúchos usaram um esquema que não foi treinado em Abu Dhabi pelo técnico Celso Roth e erraram bastante nas conclusões. Kabangu e Kaluyituka marcaram os gols que garantiram os africanos pela primeira vez na decisão do torneio, no próximo sábado.

Campeão em 2006, o Inter entra para história como o primeiro sul-americano a ser eliminado nas semifinais do Mundial, desde que o campeonato começou a ser organizado pela Fifa, no começo da década. A derrota vermelha também foi a primeira de um time brasileiro na história do campeonato.

Mesmo tendo treinando durante todos os dias em Abu Dhabi no 4-4-2, Celso Roth colocou o 4-2-3-1 em campo. Sendo assim, o Inter teve mais posse de bola, mas só conseguiu uma chance real para abrir o marcador. O Mazembe se segurou na defesa e contra-atacou com muita velocidade.

O trio Tinga, D’Alessandro e Rafael Sóbis centralizava as jogadas ofensivas do Inter. A defesa vermelha pouco era testada. Mas a superioridade dentro das quatro linhas não se tornava em gol. Mesmo com chances vivas. Tal qual a criada aos 10 minutos. Alecsandro invadiu a área pela esquerda e rolou para o meio. Sóbis chegou e apenas escorou a bola, permitindo uma defesa no chão de Kidiaba.

Oito minutos mais tarde, ainda melhor no centro do campo, D’Alessandro cobrou falta da esquerda e encontrou Índio quase em cima da linha de fundo, no outro lado. O zagueiro cabeceou para o meio, a bola passou pelo goleiro Kidiaba, cruzou toda a linha do gol, mas não entrou. A partir de então, os gaúchos se desestabilizaram e passaram a dar mais espaço para os africanos.

O time do Congo aproveitou e apostou na velocidade com a velocidade para criar chances de perigo ao gol colorado. Kaluyituka avançou, com facilidade, para cima de Bolívar. Em uma das chances, o camisa 15 do Mazembe arrematou, e o goleiro Renan conseguiu tirar de soco.
Surpresa, mais uma vez, em Abu Dhabi

No total, o time de Celso Roth concluiu no primeiro tempo 11 vezes, mas somente três em direção ao gol. Do outro lado, quatro chutes no total e três deles para defesa do camisa um vermelho. Aos 44, Nei - pouquíssimo acionado em todo o primeiro tempo- cruzou e Wilson Matias, que já havia passado da bola, tentou de meia bicicleta, sem sucesso.

Bem no princípio da etapa final, o Mazembe mostrou a mudança de postura, lançando-se com mais constância para o ataque. Aos sete minutos, depois de um desvio no meio do caminho, Kabangu teve muito tempo. Dominou, ajeitou e bateu colocado tirando todas as chances de Renan.

A resposta vermelha foi com nervosismo. Alecsandro se atrapalhou com a bola na entrada da área. Minutos depois, Rafael Sóbis ficou livre na área e bateu no meio do gol, para defesa de Kidiaba. Aos 19 minutos, o camisa 11 desperdiçou mais uma oportunidade, de cabeça, após levantamento de D’Alessandro.

A tensão era palpável no estádio Mohammed Bin Zayed. Os mais de sete mil colorados que viajaram até os Emirados Árabes se calaram. O time sentiu o momento delicado e iniciou uma sequência de erros – tanto de passes quanto de finalizações.

Giuliano e Leandro Damião ingressaram na equipe, nas vagas de Tinga e Alecsandro, respectivamente, mas o padrão era o mesmo. Talismã na Libertadores, Giuliano perdeu um gol cara a cara com Kidiaba, aos 23 minutos. O Mazembe assustava nos contra-ataques. E assustava muito, com chutes e escanteios.

Nos minutos finais, já com Oscar no time, o Inter partiu para o desespero total. Não tendo mais base tática ou atenção para marcação. O esforço gaúcho, no entanto, não deu certo. O cenário de fracasso ainda foi completado aos 40 minutos.

Kaluyituka foi lançado contra uma defesa vermelha descomposta e bateu rasteiro. O goleiro Renan não chega a tempo e sofreu o segundo gol. A eliminação está confirmada, para desespero da torcida.

O Inter é o primeiro campeão da Libertadores a ser eliminado nas semifinais do Mundial da Fifa. O Mazembe, agora, espera o adversário entre Seongnam Ilhwa e Internazionale para decidir o título no próximo sábado, no estádio Zayed Sports City, às 15h (horário de Brasília). A segunda semifinal será disputada nesta quarta-feira, às 15h, com acompanhamento do Placar UOL Esporte. Quem perder enfrenta o Inter, também no sábado, às 12h, na disputa de terceiro lugar.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Assediados, Adriano e Ronaldinho concorrem a "prêmio" de pior do ano na Itália

Adriano e Ronaldinho estão na lista de desejos de vários clubes brasileiros, mas seguem em baixa na Itália. Ambos foram indicado ao “Bidone d’Oro” (lixeira de ouro), prêmio concedido por uma rádio italiana ao pior jogador do ano no país.

Hoje na Roma, Adriano, que está na mira de Palmeiras e Corinthians, pode chegar ao tricampeonato da eleição. Ele já havia sido “agraciado” em 2006 e 2007, quando ainda defendia a Inter de Milão.

O Brasil, aliás, tem o costume de se destacar na disputa, que é promovida pela emissora de rádio Rai2 para ironizar a Bola de Ouro, que elege o melhor da Europa. Rivaldo, à época no Milan, venceu a primeira edição em 2003.

Além deles, o Brasil também tem o atual dono do prêmio. Felipe Melo ganhou o ano passado após uma temporada ruim com a Juventus. Neste ano, ele foi indicado novamente, mas seu crescimento no segundo semestre de 2010 deve tirá-lo da disputa.

Adriano, Ronaldinho e Felipe Melo ainda concorrem contra outros três brasileiros: Amauri (Juventus), Diego (ex-Santos, por sua passagem pela Juventus) e Mancini (Inter de Milão). Cassano (Sampdoria), Mutu (Fiorentina), Materazzi (Inter de Milão) e Cannavaro (ex-Juventus) completam a lista de indicados.

domingo, 5 de dezembro de 2010

O campeão por mérito!


Depois do assalto contra o Cruzeiro no jogo contra o corinthians, pensei sinceramente que Dom Ronaldo e o "deus" Andrés Sanchez seriam os campeões brasileiros. O presidente do alvinegro foi o chefe da delegação da seleção na copa e é amigo do Poderoso chefão Ricardo Teixeira. Em vários jogos o time paulista teve a ajuda da arbitragem.
O Fluminense e o Cruzeiro tinham melhor elenco e jogavam mais bonito.
O técnico Muricy Ramalho não aceitou o convite da seleção e sagrou-se campeão. Muricy é um personagem em extinção no futebol e como cidadão brasileiro. Um homem honesto, leal e sincero. Parabéns Muricy!
Conca foi o craque do campeonato. E o tricolor carioca não levou o título antes por causa das contusões dos atacantes Émerson e Fred.
Depois de vinte e seis anos o Fluminense saiu da fila.
Quantos jovens, adultos e crianças tricolores nunca gritaram "É campeão brasileiro"?
Fiquei satisfeito por todas essas pessoas e pela justiça.
Venceu a melhor equipe,que tem o melhor jogador(infelizmente argentino) e o melhor técnico.
Parabéns Fluminense!!!

Emerson faz gol 'salvador', Flu derrota o Guarani e conquista o Brasileiro

Do UOL Esporte

Foram 26 anos de espera e muito sofrimento neste domingo. Porém, isso acabou. Com a vitória sobre o Guarani por 1 a 0, no Engenhão, o Fluminense faturou o seu segundo título brasileiro da história, que teve a sua primeira edição em 1971. O gol “salvador”, aos 16 minutos do segundo tempo, foi marcado pelo atacante Emerson. Além destas conquistas, o Tricolor tem mais dois troféus de expressão no cenário nacional: a Taça de Prata de 1970 (Roberto Gomes Pedrosa, considerado o Brasileiro da época) e a Copa do Brasil de 2007.

Com a vitória e, consequentemente, o título, o Fluminense, que liderou a competição por 24 rodadas (incluindo a última), terminou com 71 pontos, contra 69 do Cruzeiro, que derrotou o Palmeiras por 2 a 1, e 68 do Corinthians, que empatou com o Goiás em 1 a 1.

“O título é de todo mundo, mesmo aqueles jogadores que não atuaram muito. Não tem essa de eu ser o responsável pelo título. O grupo do Fluminense sempre foi muito unido em todo o Brasileiro”, salientou Emerson.

Nesta vitoriosa campanha, destaque especial para Darío Conca. O argentino terminou o Brasileiro com a façanha de ter sido o único jogador de linha a entrar em campo nas 38 rodadas da competição. A tendência é de que ele seja eleito, nesta segunda-feira, em evento no Rio de Janeiro, o craque do campeonato.

Quem também se destacou na campanha foi Muricy Ramalho. Com uma proposta da CBF para comandar a seleção brasileira, o treinador seguiu no Fluminense e, como recompensa, faturou o seu quarto título brasileiro (três pelo São Paulo), se consolidando com o “rei dos pontos corridos”.

Juntando toda a história da competição, Muricy Ramalho, agora, vem na segunda posição, superado apenas por Vanderlei Luxemburgo. O atual treinador do Flamengo venceu as edições de 1993 (Palmeiras), 1994 (Palmeiras), 1998 (Corinthians), 2003 (Cruzeiro) e 2004 (Santos).
O jogo

Com o Engenhão lotado (cerca de 41 mil presentes), o Fluminense entrou em campo com tudo a seu favor. Porém, a ansiedade inicial da partida atrapalhou a equipe, que errou passes e dava sinais de nervosismo. Mesmo já rebaixado e sem qualquer pretensão no Brasileiro, o Guarani jogava solto.

Com 20 minutos, o Fluminense não tinha dado um chute ao gol de Emerson. É bem verdade que o Guarani também não, mas por estar jogando para ser campeão, o Tricolor, ainda muito nervoso, apresentava um futebol bem abaixo do esperado.

A primeira real chance tricolor veio aos 32, numa cabeçada de Fred. Três minutos depois, o mesmo atacante desperdiçou na pequena área. Esses lances deram a impressão que o Fluminense seria “outro” na partida. Porém, além do nervosismo, time não conseguia superar a forte e boa marcação do Guarani. O primeiro tempo terminou mesmo 0 a 0.

O Fluminense voltou para o segundo tempo um pouco mais calmo, mas ainda longe do ideal. Com Darío Conca e Júlio César, os homens de criação sumidos da partida, a equipe não tinha opção e tentava algo cruzando as bolas para dentro da área.

Aos 11, com câimbras, Júlio César precisou sair e foi substituído por Washington. A situação continuava complicada. Porém, aos 16 minutos, após cruzamento de Carlinhos e um desvio de Washington na bola, Emerson abriu o placar e deixou o Fluminense muito próximo do título brasileiro.

Com três atacantes, Muricy Ramalho, em função da vitória parcial tricolor, recompôs o seu meio de campo. Aos 22 minutos, o treinador sacou Fred e colocou o volante Fernando Bob. Com o título ficando mais próximo, o nervosismo e a ansiedade da equipe carioca foram embora.

A partir dos 30 minutos, o Fluminense recuou e chegou a preocupar a sua torcida. O gol do Cruzeiro, que assegurou a vitória por 2 a 1, trouxe apreensão ao Tricolor. Porém, nada mais mudaria o destino: Fluminense, campeão brasileiro.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Qatar ganha votação e será sede da Copa de 2022

Qatar ganha votação e será sede da Copa de 2022; Rússia fica com Mundial de 2018
Esta será a primeira vez que um país com maioria árabe vai receber o principal evento de futebol do planeta.
O país venceu a eleição que era disputada contra Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e Austrália.
O total previsto para investimentos em estádio é de US$ 3 bilhões, cerca de R$ 5,1 bilhões.
No total serão 7 cidades, com 12 estádios, sendo nove novos.
A Rússia e o Qatar foram escolhidos nesta quinta-feira, em votação na sede da Fifa, na suíça Zurique, como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. A dupla era dona dos piores relatórios técnicos feitos pela entidade. Mesmo assim, turbinada por altos orçamentos, acabou levando a melhor.

Rússia vence votação e vai sediar a Copa do Mundo de 2018

Rússia vence votação e vai sediar a Copa do Mundo de 2018
Com uma vitória no segundo turno, a Rússia será sede da Copa do Mundo de 2018. A definição aconteceu em votação realizada nesta quinta-feira, na sede da Fifa, em Zurique (Suíça).
Esta será a primeira vez que o país receberá o principal torneio de futebol do mundo. Na votação, o primeiro país a ser eliminado foi a Inglaterra, o que facilitou a vida da Rússia, que acabou vencendo no segundo turno.
O país ganhou a eleição contra Inglaterra, Portugal/Espanha e Holanda/Bélgica.
O total previsto para investimentos em estádio é de US$ 3,8 bilhões, cerca de R$ 6,5 bilhões.
No total serão 16 cidades, com 16 estádios, sendo 13 novos.
O PLEITO
Os 11 países envolvidos na disputa enviaram chefes de Estado, jogadores, executivos, xeques e até um príncipe. As personalidades, porém, ignoraram os casos de suborno e só fizeram elogios e defesas dos dirigentes.
Dos 24 originais membros do Comitê Executivo, corpo eleitoral das escolhas, um quarto deles foi denunciado em matérias da imprensa inglesa durante a campanha. Dois integrantes foram suspensos --só 22 votam hoje.
Reynald Temarii, do Haiti, e Amos Adamu, da Nigéria, foram afastados após terem sido flagrados em vídeos do "Sunday Times" negociando votos. A BBC ainda mostrou pagamentos de supostos subornos relacionados à Fifa a Ricardo Teixeira, da CBF, Issa Hayatou, de Camarões, e Nicolás Leoz, do Paraguai.
A Inglaterra tentou barrar documentário da BBC sobre os cartolas da Fifa. E o premiê James Cameron esteve com o dirigente Jack Warner, de Trinidad e Tobago, acusado de revender ingressos da Copa com ágio.
Em vez de a Fifa explicar seus problemas, foi o jogador Beckham que teve de minimizar ao presidente da entidade, Joseph Blatter, as denúncias da BBC.
Não foi o único a atacar as denúncias de jornalistas.
No total, são nove candidaturas: Inglaterra, Espanha/Portugal, Rússia e Bélgica/Holanda para 2018; Austrália, Coreia do Sul, Japão, Qatar e EUA para 2022. De nenhuma delas se ouviu um pedido de investigação dos votantes ou de mudanças.
Sem pressão de políticos, os dirigentes da Fifa continuam com tratamento de chefes de Estado. Seu hotel em Zurique estava isolado até quarta-feira pela polícia --a justificativa era a presença de Cameron. Jornalistas não tinham acesso à sede da Fifa e viam as apresentações de outro local, longe dali.
O ministro do Esporte do Japão, Kan Suzuki, resumiu o sentimento dos políticos sobre a Fifa ao defender sua candidatura. "Não estamos limitados às garantias do governo [à Fifa]. Estamos prontos para atender o que for necessário", afirmou.