quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Joias decidem e Brasil leva o Superclássico das Américas


Com gols de Lucas e Neymar, Seleção bate Argentina e fatura taça no Mangueirão. Lateral-esquerdo Cortês também se destaca

A chatice ficou só para a Argentina. O Brasil voltou a jogar como Brasil e derrotou a Argentina no segundo jogo do Superclássico das Américas, nesta quarta-feira, em Belém. O placar de 2 a 0, gols de Lucas e Neymar, não deu espaço para contestações e o Brasil levantou a taça por ter empatado em 0 a 0 no primeiro jogo. Não foi o troco da derrota por 1 a 0 no amistoso em novembro de 2010, mas serviu para aliviar a barra de Mano Menezes.

Pelo cantar da torcida no Hino Nacional, que deu um show à parte no Mangueirão, já parecia que não seria uma noite qualquer. A camisa amarela foi a mesma do primeiro jogo, mas a disposição, quanta diferença! Um Brasil leve, que começou pressionando a Argentina, principalmente pelos lados do canto, com Lucas e Neymar, que tinham o apoio dos laterais Danilo e Cortês. E foi no embalo dos novatos que a Seleção quase abriu o placar aos 12 minutos, com a Joia do Santos finalizando de fora da área. Orion apareceu bem.

A escalação da Argentina já mostrava que os hermanos viriam dispostos a se defender. Em um 3-6-1 que às vezes virava 3-5-2, com a aproximação de Montillo ao atacante Viatri, o time de Sabella ficou encolhido por boa parte do primeiro tempo, dando espaço para o Brasil atacar ao marcar da linha do meio-campo para trás.

Aos poucos, a tática defensiva passou a ser mais eficiente e a Seleção não conseguiu passar pela barreira rival. A partida enfeiou. Os vizinhos passaram a bater mais – com o “aval” do árbitro Jorge Larrionda – e, com a ajuda do gramado cheio de areia, seguraram o Brasil. Lucas foi uma das vítimas, ao receber uma cotovelada de Papa no rosto e passar o primeiro tempo inteiro sangrando.

Explorando os lados do campo, Neymar chegou a ter lampejos da genialidade, distribuindo dribles da vaca nos argentinos. Mas nem isso resolveu. Ronaldinho Gaúcho só apareceu em cobranças de falta. Na primeira, isolou. Na segunda, arrancou o grito de “Uh!” do Mangueirão.

Mas o lamento ecoou de forma mais intensa aos 38 minutos, quando Lucas fez linda jogada, acionou Borges na direita, que rolou para o meio, em direção a Neymar. Mas, mesmo de cara e na pequena área, o camisa 11 furou.

No segundo tempo, a primeira chance clara foi da Argentina, aos sete minutos. Pelo menos o espaço dado a Fernandez serviu para Jefferson trabalhar e acordar de vez o Brasil. Logo no minuto seguinte, Lucas foi lançado em altíssima velocidade por Borges. E ele correu, não tomou conhecimento do zagueiro, correu mais um pouco, e só parou para comemorar, depois de dar um toque no canto de Orión. Foi a resposta de quem vinha sendo preterido por Mano. Êxtase no Mangueirão.

Depois disso o Brasil passou a desfilar. Principalmente pela passarela que foi montada no lado esquerdo do ataque. Pelo menos o futebol de Cortês foi bonito. Nem o gol sofrido mudou a postura da Argentina. Tanto que a primeira substituição foi sacar Canteros e colocar Bolatti.

Mas a Seleção não ficou só no malabarismo e ampliou o placar. Aos 30 minutos, Cortês apareceu bem e iniciou a jogada, Diego Souza, que havia entrado no lugar de Lucas, cruzou rasteiro para Neymar. Mesmo trombando com Papa e o goleiro Orion, desta vez ele não perdeu e mandou a bola para o fundo das redes.


Foi a coroação de festa e o ápice da satisfação para os mais de 40 mil torcedores que estiveram no Mangueirão. Valeu até o grito de "É campeão!".


FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 X 0 ARGENTINA
Local: Mangueirão, Belém (PA)
Data/Hora: 28/09/2011, às 21h50
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Assistentes: Maurício Espinosa (URU) e Pablo Fandiño (URU)
Renda e público: R$. 2.579.160,00/43.038 pagantes
Cartões amarelos: Desábato (ARG)
Gols: Lucas, 8'/2ºT (1-0); Neymar, 30'/2º (2-0)

BRASIL: Jefferson, Danilo, Dedé, Réver e Cortês (Kleber, 40'/2ºT); Ralf, Rômulo e Ronaldinho; Lucas (Diego Souza, 24'/2ºT), Neymar e Borges (Fred, 28'/2ºT). Técnico: Mano Menezes.

ARGENTINA: Orion; Cellay, Domínguez e Desabato; Pillud (Mouche, 32'/2ºT), Augusto Fernández, Canteros (Bolatti, 14'/2ºT), Guiñazú e Papa; Montillo e Viatri. Técnico: Alejandro Sabella.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Brasil 0 x 0 Argentina 14/09/2011


Com times caseiros, Brasil e Argentina só empatam em jogo ruim

Primeiro jogo do Superclássico ficou no 0 a 0, teve domínio dos argentinos e momentos raros de categoria dos brasileiros


Em jogo tecnicamente ruim, e sem os jogadores que atuam na Europa, Argentina e Brasil empataram sem gol na noite desta quarta-feira, em Córdoba, na primeira partida do torneio Superclássico das Américas, a reedição da Copa Roca, tradicional mano a mano entre as seleções no século passado. Apesar de contar com jogadores mais festejados, como Neymar e Ronaldinho Gaúcho, o Brasil foi pior na maior parte do tempo e Mano Menezes continua sem vencer clássicos.

O segundo jogo será realizado dia 28 de setembro, em Belém (PA), com novos convocados (lista divulgada dia 22 de setembro). Novo empate leva a decisão do troféu para os pênaltis – quem vencer será o campeão. Há acordo entre a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a AFA (Associção de Futebol da Argentina) para que o Superclássico aconteça até 2018, sempre com atletas que atuam somente dentro de cada um dos países.

O técnico argentino Alejandro Sabella, campeão da Libertadores em 2009 comandando o Estudiantes (batendo o Cruzeiro na final), optou por escalar um time mais entrosado, com seis jogadores do Velez Sarsfield, atual campeão argentino, três do Estudiantes, um do Boca Jts (o goleiro Orion) e um do Racing. A decisão fez seu time parecer mais um time do que o combinado de Mano Menezes...

O primeiro tempo da seleção brasileira foi sofrível. Renato Abre, a surpresa de Mano Menezes porque teria entrosamento com Ronaldinho Gaúcho, parecia tímido por vestir a camisa amarelinha. Como Ronaldinho atuava como um atacante, bem próximo de Neymar e Damião, era de Renato a obrigação de armar a equipe, mas ele parecia o terceiro volante da equipe.

Com um time bem mais entrosado, o time da casa tocava a bola com velocidade e conseguia fazer jogadas de linha de fundo com eficiência. Em pelo menos três oportunidades Boselli teve chance de finalizar, mas com pontaria ruim.

A única chance brasileira surgiu dos pés de Neymar, o mais consciente, que driblou dois zagueiros e cruzou para Damião acertar a trave. Nem a saída de Boselli, o melhor argentino (machucado), piorou os donos da casa, que continuaram fazendo marcação nos volantes Ralf e Paulinho, que não conseguiam iniciar as jogadas e acabavam dando balão. No finalzinho da etapa Juan Martínez chutou da entrada da área, raspando a trave de Jefferson.

Mano Menezes só foi trocar o time depois dos 20 minutos, com a entrada de Oscar (olímpico) na vaga de Renato Abreu, que deve ter se despedido da seleção. O jogo ficou mais truncado, com os argentinos aparentemente cansados (a temporada está no início na Argentina, enquanto os brasileiros estão quase no final). Por isso começaram a sair pancadas, principalmente em Neymar, o único que tentava alguma jogada menos bizarra.

Damião ficou com inveja das tentativas frustradas de Neymar e também arriscou. Ele deu uma “carretilha” no zagueiro adversário, chegou a linha de fundo e tentou encobrir o goleiro: a bola tocou na trave, de novo. Ronaldinho Gaúcho arriscou uma cobrança de falta, mas Orion defendeu com qualidade.

Mano ainda sacou Paulinho para colocar Caemiro, outro jogador com idade olímpica, mas o jogo foi até o final arrastado, com os dois times satisfeitos por irem iguais para a "decisão" em Belém. Quem sabe o primeiro título de Mano no comando da seleção e a primeira vitória contra um grande...

FICHA TÉCNICA
ARGENTINA 0 x 0 BRASIL

Local: Estádio Mario Kempes, em Córdoba (Argentina)
Data: 14 de setembro de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (Chile)
Assistentes: Patricio Basualto e Carlos Astraza
Cartões amarelos: Zapata (Argentina)

ARGENTINA: Orión; Cellay, Sebá Domínguez e Desábato; Pillud, Fernández (Chávez), Canteros, Zapata e Papa; Martínez (Mouche) e Boselli (Gigliotti).
Técnico: Alejandro Sabella.

BRASIL: Jefferson, Danilo, Dedé, Réver e Kleber; Ralf, Paulinho (Casemiro) e Renato Abreu (Oscar); Neymar, Leandro Damião e Ronaldinho Gaúcho.
Técnico: Mano Menezes.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Rogério Ceni - 1.000 jogos - 103 gols - 21 anos de São paulo




O melhor goleiro que eu vi jogar na minha vida!
É o melhor de todos os tempos?
Não sei, não vi várias lendas como Yashin, Sepp Maier, Gilmar dos Santos Neves, Castillo e outros...

O que é incontestável é que ele é o maior goleiro artilheiro da história do futebol mundial em todos os tempos. O São Paulo só venceu o Liverpool em 2005 por causa dele, na libertadores ele foi o melhor jogador. É maior artilheiro do São Paulo na libertadores.

O terceiro jogador que mais atuou em um mesmo clube no Brasil, atrás apenas de Roberto Dinamite e do rei Pelé.

Além de ser um goleiro espetacular debaixo das traves e artilheiro, é um profissional exemplar e um dos últimos jogadores no mundo que ama e honra a camisa que veste.

É o maior ídolo do São Paulo? Não acho isso. Cada jogador teve a sua importância e a sua época, como Raí, Pedro Rocha, Roberto Dias, Leônidas da Silva, Zizinho, careca, Canhoteiro, Muller a lista é longa e não para nesses nomes.

Rogério deveria ter sido titular em duas copas do mundo, ter feito gols pela seleção, não deixaram. Fosse ele americano, italiano, inglês ou até mesmo argentino, seria um Deus.

Aqui nasceu o rei Pelé e os brasileiros não dão a devida importância, exaltam Maradona, messi, zidane como melhores que ele. Esquecem de tantos outros mitos e gênios como Garrincha, Zizinho, Friedenreich, Zico, Leônidas da Silva.

Rogério é um exemplo para os outros jogadores, para a sociedade, para as crianças.

E hoje eu me juntarei a outras 60.000 vozes no Morumbi e cantaremos em uníssono - "P... que o pa... é o melhor goleiro do Brasil, Rogério!

Ele é um gênio, um iluminado! E poderei no futuro contar para os meus filhos e netos que ele existiu, não é uma lenda, ele foi real e verdadeiro, um mito!

Parabéns Rogério!