
Com times caseiros, Brasil e Argentina só empatam em jogo ruim
Primeiro jogo do Superclássico ficou no 0 a 0, teve domínio dos argentinos e momentos raros de categoria dos brasileiros
Em jogo tecnicamente ruim, e sem os jogadores que atuam na Europa, Argentina e Brasil empataram sem gol na noite desta quarta-feira, em Córdoba, na primeira partida do torneio Superclássico das Américas, a reedição da Copa Roca, tradicional mano a mano entre as seleções no século passado. Apesar de contar com jogadores mais festejados, como Neymar e Ronaldinho Gaúcho, o Brasil foi pior na maior parte do tempo e Mano Menezes continua sem vencer clássicos.
O segundo jogo será realizado dia 28 de setembro, em Belém (PA), com novos convocados (lista divulgada dia 22 de setembro). Novo empate leva a decisão do troféu para os pênaltis – quem vencer será o campeão. Há acordo entre a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a AFA (Associção de Futebol da Argentina) para que o Superclássico aconteça até 2018, sempre com atletas que atuam somente dentro de cada um dos países.
O técnico argentino Alejandro Sabella, campeão da Libertadores em 2009 comandando o Estudiantes (batendo o Cruzeiro na final), optou por escalar um time mais entrosado, com seis jogadores do Velez Sarsfield, atual campeão argentino, três do Estudiantes, um do Boca Jts (o goleiro Orion) e um do Racing. A decisão fez seu time parecer mais um time do que o combinado de Mano Menezes...
O primeiro tempo da seleção brasileira foi sofrível. Renato Abre, a surpresa de Mano Menezes porque teria entrosamento com Ronaldinho Gaúcho, parecia tímido por vestir a camisa amarelinha. Como Ronaldinho atuava como um atacante, bem próximo de Neymar e Damião, era de Renato a obrigação de armar a equipe, mas ele parecia o terceiro volante da equipe.
Com um time bem mais entrosado, o time da casa tocava a bola com velocidade e conseguia fazer jogadas de linha de fundo com eficiência. Em pelo menos três oportunidades Boselli teve chance de finalizar, mas com pontaria ruim.
A única chance brasileira surgiu dos pés de Neymar, o mais consciente, que driblou dois zagueiros e cruzou para Damião acertar a trave. Nem a saída de Boselli, o melhor argentino (machucado), piorou os donos da casa, que continuaram fazendo marcação nos volantes Ralf e Paulinho, que não conseguiam iniciar as jogadas e acabavam dando balão. No finalzinho da etapa Juan Martínez chutou da entrada da área, raspando a trave de Jefferson.
Mano Menezes só foi trocar o time depois dos 20 minutos, com a entrada de Oscar (olímpico) na vaga de Renato Abreu, que deve ter se despedido da seleção. O jogo ficou mais truncado, com os argentinos aparentemente cansados (a temporada está no início na Argentina, enquanto os brasileiros estão quase no final). Por isso começaram a sair pancadas, principalmente em Neymar, o único que tentava alguma jogada menos bizarra.
Damião ficou com inveja das tentativas frustradas de Neymar e também arriscou. Ele deu uma “carretilha” no zagueiro adversário, chegou a linha de fundo e tentou encobrir o goleiro: a bola tocou na trave, de novo. Ronaldinho Gaúcho arriscou uma cobrança de falta, mas Orion defendeu com qualidade.
Mano ainda sacou Paulinho para colocar Caemiro, outro jogador com idade olímpica, mas o jogo foi até o final arrastado, com os dois times satisfeitos por irem iguais para a "decisão" em Belém. Quem sabe o primeiro título de Mano no comando da seleção e a primeira vitória contra um grande...
FICHA TÉCNICA
ARGENTINA 0 x 0 BRASIL
Local: Estádio Mario Kempes, em Córdoba (Argentina)
Data: 14 de setembro de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (Chile)
Assistentes: Patricio Basualto e Carlos Astraza
Cartões amarelos: Zapata (Argentina)
ARGENTINA: Orión; Cellay, Sebá Domínguez e Desábato; Pillud, Fernández (Chávez), Canteros, Zapata e Papa; Martínez (Mouche) e Boselli (Gigliotti).
Técnico: Alejandro Sabella.
Técnico: Mano Menezes.
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