terça-feira, 4 de setembro de 2018

Os 11 melhores Zagueiros do futebol brasileiro


OS 11 MELHORES ZAGUEIROS DO FUTEBOL BRASILEIRO


DOMINGOS DA GUIA

602 jogos na carreira
30 jogos pela seleção brasileira

Informações pessoais
Nome completoDomingos Antônio da Guia
Data de nasc.19 de novembro de 1912
Local de nasc.Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Nacionalidadebrasileiro
Falecido em18 de maio de 2000 (87 anos)
Local da morteRio de Janeiro (RJ), Brasil
ApelidoDivino Mestre[1]
Informações profissionais
PosiçãoZagueiro
Clubes profissionais
AnosClubesJogos e gol(o)s
1929–1932
1933
1934–1935
1935
1935–1936
1936–1943
1944–1948
1948–1950
Bangu
Vasco da Gama
Nacional
Vasco da Gama
Boca Juniors
Flamengo
Corinthians
Bangu
59 (0)
33 (0)
33 (0)
31 (0)
56 (0)
223 (0)
116 (0)
21 (0)
Seleção nacional
1931–1946Brasil26 (0)

Carreira

Foi revelado pelo Bangu, assim como seus três irmãos e um filho.
A ligação de Domingos da Guia com o Bangu é tão grande que seu nome é citado no hino do clube. Além do Bangu, Domingos da Guia jogou e teve grande destaque no VascoNacional de MontevidéuBoca Juniorsda ArgentinaFlamengo e Corinthians.
Quando Domingos foi contratado para jogar no Uruguai, os uruguaios se revoltaram alegando que não precisavam de zagueiro, pois tinham Nasazzi. Quando Domingos foi embora, disseram que só aprenderam o verdadeiro significado da palavra "zagueiro" após a passagem de Domingos pelo país[3].
Zagueiro clássico e de excelente técnica, é apontado como o melhor zagueiro brasileiro de todos os tempos. Sua "marca registrada" era sair driblando os atacantes adversários. Tal jogada de extrema habilidade e risco, mas que sempre foi perfeitamente executada por Domingos da Guia, ficou conhecida como "Domingada". Pela seleção brasileira foram 30 jogos, sendo 19 vitórias, 3 empates e 8 derrotas. Jogou a Copa do Mundo de 1938, tendo o Brasil ficado em terceiro lugar. Com a seleção ele foi campeão da Taça Rio Branco, em 1931 e 1932, e da Copa Rocca em 1945.
Domingos é pai de Ademir da Guia, maior ídolo da história do Palmeiras e irmão de Ladislau da Guia, o maior artilheiro da história do Bangu (com 215 gols), clube que revelou as duas gerações de craques.
Foi considerado por Obdulio Varela o melhor jogador do Brasil. "O melhor que vocês já tiveram foi Domingos, completo. Campeão lá [Brasil], aqui [Uruguai] e na Argentina", declarou a um repórter brasileiro em 1970.
Na década de 1930, as competições esportivas internacionais ganharam grande simbolismo e importância. Sobre este aspecto, Eric Hobsbawm afirma que "a dimensão identitária da nação tem um lócus especial nos esportes, estes seriam uma espécie de reduto do nacionalismo moderno, e as Copas do Mundo de futebol ao longo de sua história se transformaram em evento símbolo desse nacionalismo."
No Brasil, seria a 1° vez que a seleçao brasileira iria completa para a competição - nas últimas duas edições a equipe sempre tinha ido desfalcada por causa de brigas internas. Graças à constituição social e racial do time brasileiro, o time de 1938 se tornou um cristalizador dos ideais de harmonia social e furor nacionalista que eram propagandeados pelo recém instaurado Estado Novo.
*Está na seleção do Corinthians de todos os tempos da revista placar nas edições 82/94 e na do Flamengo nas três edições 82/94/2007
É sem dúvida o melhor zagueiro da história do Corinthians e do Flamengo.

Títulos

Nacional
Vasco da Gama
Boca Juniors
Flamengo [6][7]
Corinthians
Bangu
Seleção Carioca
Seleção Brasileira









MAURO RAMOS

864 JOGOS NA CARREIRA - 2 gols marcados
20 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA

Nome completoMauro Ramos de Oliveira
Data de nasc.30 de agosto de 1930
Local de nasc.Poços de Caldas (MG), Brasil
Nacionalidadebrasileira
Falecido em18 de setembro de 2002 (72 anos)
Local da mortePoços de Caldas (MG), Brasil
Informações profissionais
PosiçãoZagueiro
Clubes profissionais
AnosClubesJogos e gol(o)s
1948–1960
1960–1967
1967–1968
Brasil São Paulo
Brasil Santos
México Toluca


 
Seleção nacional
1948–1965Brasil Brasil20 (0)
Mauro Ramos de Oliveira (Poços de Caldas, 30 de agosto de 1930 — Poços de Caldas, 18 de setembro de 2002) foi um futebolista brasileiro que atuava como zagueiro.
Foi campeão sul-americano em 1949 e da Copa do Mundo de 1958 e de 1962 pela Seleção Brasileira.
Foi capitão do São Paulo Futebol Clube, do Santos Futebol Clube de Pelé e da Seleção Brasileira. Recebeu o apelido de Martha Rocha, miss Brasil da época devido ao estilo técnico, além de trajar-se bem fora de campo.[1]Foi contratado para fins de propaganda pela Ducal.[2]
Encerrou a carreira no México jogando pelo o Toluca. Lá treinou o Club Deportivo Oro antes de retornar ao Brasil em novembro de 1969.
Em 1971, foi treinador do Santos, substituindo a Antoninho Fernandes, permanecendo até abril de 1972. Deixou o futebol após treinar o Club Jalisco de fevereiro de 1973 a março de 1974.
Faleceu em 18 de setembro de 2002 vítima de câncer no estômago
*Está na seleção do São paulo e do Santos de todos os tempos da revista placar nas três edições 82/94 e 2007.É o único zagueiro a conseguir esse feito. Sem dúvida o melhor zagueiro da história de São paulo e Santos e isso não é pouca coisa.

Títulos

Seleção Brasileira
São Paulo
  • Campeonato Paulista: 1948, 1949, 1953, 1957
Santos
Toluca
  • Campeonato Mexicano: 1968





LUIS PEREIRA

404 jogos na carreira - 51 gols marcados
33 jogos pela seleção brasileira - 1 gol marcado

Nome completoLuíz Edimundo Pereira
Data de nasc.21 de junho de 1949 (69 anos)
Local de nasc.Juazeiro (BA),  Brasil
Altura1,81 m
ApelidoLuís ChevroletKing KongEl MagoMaestro
Informações profissionais
Número3
PosiçãoZagueiro
Clubes profissionais
AnosClubesJogos (golos)
1967-1968
1968–1974
1974–1980
1980–1981
1981–1984
19851986
1986-1987
1986–1988
1989
19901992
1993
1994
1997
Brasil São Bento
Brasil Palmeiras
Espanha Atlético de Madrid
Brasil Flamengo
Brasil Palmeiras
Brasil Portuguesa
Brasil Corinthians
Brasil Santo André
Brasil Central de Cotia
Brasil São Caetano
Brasil São Bernardo
→ Brasil São Bento (emp.)
→ Brasil São Caetano (emp.)

497
143 (14)
35 (1)
71

24


Seleção nacional
19731977Brasil Brasil38 (1)

Luís Edmundo Pereira (Juazeiro21 de junho de 1949) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como zagueiro central. É considerado o segundo maior zagueiro da história do futebol brasileiro, ficando atrás, somente, de Domingos da Guia pai de Ademir da Guia um dos maiores ídolos do Palmeiras, com participação decisiva nas conquistas da equipe na época da chamada "Academia".
Além da participação histórica no Palmeiras, também é ídolo do Santo André e do Atlético de Madri, da Espanha, onde foi jogar, numa época em que apenas grandes jogadores eram contratados pela Europa. Luís Pereira terminou sua carreira somente em 1997, com 47 anos, idade considerada muito avançada para o futebol.

*Está na lista do Palmeiras de todos os tempos da revista placar nas edições 82/94 e 2007.
É sem dúvida o melhor zagueiro da história do Palmeiras

Títulos[editar | editar código-fonte]

Palmeiras
Atlético de Madrid
Copa da Espanha
1975-76
Campeonato Espanhol
1976-77
Seleção Brasileira
Mundialito de Cáli
1977
Flamengo
Campeonato Carioca
1981

Curiosidades

  • Com 35 gols, é o zagueiro que marcou mais gols com a camisa palmeirense.
  • É considerado o 37º (trigésimo sétimo) melhor jogador sulamericano de futebol do século XX, pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), entre tais, o melhor zagueiro central do Brasil. [1]

  • É um dos maiores ídolos do Santo André, onde jogou de 1986 a 1989.
  • Seu apelido era "Luís Pereira Chevrolet". Graças a esse apelido, surgiu outro, o do também zagueiro conhecido por Beto Fuscão, chamado assim em gozação pelo seu traseiro avantajado, que lembrava um porta mala do aludido modelo de automóvel.
  • Na dublagem em português, Chaves cita o nome de Luís Pereira ao jogar bola com o Quico no seriado El Chavo del Ocho, do SBT.
  • Luís Pereira fez um jogo festivo em Juazeiro após o término de sua carreira no estádio Adauto Moraes. Logo no início do jogo, após uma falta dura, Luís Pereira foi expulso e a torcida no estádio ficou enfurecida ao ponto do prefeito retirar o juiz do jogo, substituí-lo e recomeçar o jogo com o Luís Pereira em campo
Na Copa do Mundo de 1974 foi o primeiro jogador brasileiro a ser expulso com cartão vermelho na história das Copas, na derrota do Brasil para os Países Baixos por 2 a 0, por entrada violenta no jogador holandês Neeskens.


ALDAIR
743 jogos na carreira - 42 gols marcados
81 jogos pela seleção brasileira - 3 gols marcados

Nome completoAldair Nascimento dos Santos
Data de nasc.30 de novembro de 1965 (52 anos)
Local de nasc.IlhéusBahiaBrasil
Nacionalidadebrasileiro
Altura1,82 m
ApelidoPluto
Informações profissionais
Clube atualAposentado
PosiçãoZagueiro
Clubes de juventude
1982–1985Futebol Seleção Intermunicipal de Uruçuca/BA
Flamengo
Clubes profissionais
AnosClubesJogos e gol(o)s
1985–1989
1989–1990
1990–2003
2003–2004
2005
2007–2010
Flamengo
Benfica
Roma
Genoa
Rio Branco
Murata
185 (11)
33 (6)
415 (20)
17 (1)
(0)
10 (0)
Seleção nacional
1989–2000Brasil81 (3)
Medalhas
Jogos Olímpicos
BronzeAtlanta 1996Competição de equipe

Carreira

Aldair chegou a fazer testes no Vasco da Gama, pelo qual seu pai era torcedor fanático, mas, decepcionado com o tratamento que recebera, abandonou o clube. Para evitar desavenças, disse que fora dispensado. Nas peladas que disputava, chamou a atenção de Juarez dos Santos, ex-jogador do Flamengo, que o levou ao Rubro-Negro em 1982.
Em 1985, aos 19 anos, iniciou sua carreira profissional, tendo a oportunidade de jogar ao lado de ídolos rubro-negros como ZicoAndrade e Leandro.
Vestindo a camisa do Fla, participou das conquistas do Campeonato Carioca de 1986 e da Copa União de 1987 (um dos módulos do Campeonato Brasileiro daquele ano). Deixou o Flamengo em 1989 com 185 partidas disputadas e 11 gols marcados.

Os anos no futebol europeu

Negociado com o Benfica (que perdera o também zagueiro Mozer, vendido ao Olympique de Marseille), em 1989, formou dupla de zaga com Ricardo Gomes, e na decisão da Taça dos Campeões, contra o Milan, que venceu por 1 a 0 (gol de Frank Rijkaard). Neste jogo, Aldair quase marcou um belo gol depois de roubar a bola de Marco van Basten, deixar Ruud Gullit para trás e com liberdade para finalizar, mas foi neutralizado pela zaga milanista.
O zagueiro foi titular da equipe portuguesa até o ano seguinte, quando despertou o interesse da Roma, clube para o qual se transferiu e que defendeu pelos 13 anos seguintes de sua carreira. Sua contratação foi a última na gestão do presidente Dino Viola. Durante a passagem de Aldair (que ganhou o apelido de "Pluto", por sua semelhança com o personagem) pela equipe da capital italiana, conquistou 3 títulos, sendo o mais importante deles o Campeonato Italiano de 2000-01.
Ao deixar a Roma em 2003, com 415 partidas e 20 gols marcados, o zagueiro teve a camisa que usava — a número 6 — aposentada. Mas o clube voltou a utilizá-la em 2013, quando, a pedido do próprio Aldair, repassou-a ao recém-contratado holandês Kevin Strootman.
Em 2004, aos 39 anos de idade, Aldair chegou a encerrar sua carreira no Genoa, onde atuou em apenas 17 jogos, marcando um gol. Entretanto, repensou a aposentadoria no ano seguinte, atendendo um pedido de sua esposa, para jogar no Rio Branco, tendo atuado em 2 jogos.
Três anos depois, aos 41 anos, foi persuadido pelo amigo Massimo Agostini a atuar pelo Murata, principal clube de San Marino, participando de jogos da fase preliminar da Liga dos Campeões da UEFA em 2007 e 2008. Encerrou definitivamente sua carreira em 2010.

Seleção Brasileira

A história de Aldair com a Seleção Brasileira teve início em março de 1989, num amistoso contra o Equador. Convocado por Sebastião Lazaroni para a Copa América, atuou em 5 partidas na competição, disputada em território brasileiro.

Nas Copas do Mundo

Em 1990, na Copa da Itália, Aldair não participou de nenhum jogo, fato que o deixou bastante inconformado com Lazaroni, que deixou o comando da Seleção logo após o torneio.
Quatro anos mais tarde, nos Estados Unidos, após as contusões de Ricardo Gomes (seu ex-companheiro de zaga no Benfica) e Ricardo Rocha, Aldair e Márcio Santos formaram a dupla de zaga tetracampeã mundial. Aldair também participou das Olimpíadas de Atlanta, como um dos 3 atletas com mais de 23 anos de idade (os outros foram Rivaldo e Bebeto), quando o Brasil decepcionou e conseguiu apenas a medalha de bronze.
Na Copa de 1998, em vez de Márcio Santos, que foi cortado em virtude de uma lesão, teve Júnior Baiano como novo companheiro de zaga. Porém, não repetiu as atuações da Copa anterior e chegou a encerrar a carreira internacional. No entanto, Aldair voltou a vestir a camisa da Seleção Brasileira em junho do ano seguinte, já com Wanderley Luxemburgo no comando. O último jogo do zagueiro foi contra o Uruguai, pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa de 2002. Criticado por falhar no gol de Darío Silva, Aldair decidiu encerrar de vez uma trajetória de 11 anos pela Seleção Brasileira, com 81 partidas disputadas e 3 gols marcados.

Títulos

Futebol

Flamengo
Seleção Brasileira
Benfica
Roma
Rio Branco - ES
  • Campeonato Capixaba 2a Divisão: 2005
Murata
*Está na seleção do Flamengo de todos os tempos da revista Placar da edição de 2007.










ORLANDO PEÇANHA
34 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA

Informações pessoais
Nome completoOrlando Peçanha de Carvalho
Data de nasc.20 de setembro de 1935
Local de nasc.NiteróiRJBrasil
Nacionalidadebrasileira
Falecido em10 de fevereiro de 2010 (74 anos)
Local da morteRio de Janeiro, RJ, Brasil
Informações profissionais
Equipa atualAposentado
PosiçãoQuarto-zagueiro e Treinador
Clubes profissionais
AnosClubesJogos (golos)
1953–1960
1961–1965
1965–1969
1970
Brasil Vasco da Gama
Argentina Boca Juniors
Brasil Santos
Brasil Vasco da Gama


105 
Seleção nacional
1958–1966Brasil Brasil34 (0)

Biografia

Revelado pelo Vasco, pelo qual atuou entre 1953 e 1960. Pelo clube, chegou à seleção brasileira em 1958. No mesmo ano, formou a zaga titular da equipe campeã na Suécia ao lado de Bellini, seu companheiro no clube carioca, atuando em todos os seis jogos da equipe no Mundial. Em 1960, foi contratado pelo Boca Juniors, onde permaneceu até 1964 e atuou ao lado de outros brasileiros (Dino SaniPaulo Valentim e Almir Pernambuquinho). No clube argentino, foi campeão nacional em 1962 e 1964. A transferência para o exterior acabou impedindo sua convocação para a Copa de 1962, perdendo a chance de ser bicampeão mundial no Chile. Na época, atletas brasileiros que atuavam no exterior não eram convocados para a seleção.
Voltou ao Brasil em 1965 para atuar no Santos. No alvinegro praiano, foi campeão paulista em 1965 e 1967 e da Taça Brasil de 1965. Aos 31 anos, retornou a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo FIFA de 1966. No Mundial disputado na Inglaterra, sofreu sua única derrota em 34 partidas pela seleção: 3 a 1 para Portugal, jogo que eliminou o Brasil do torneio. Encerrou a carreira em 1970 aos 35 anos no Vasco.
Após pendurar as chuteiras, tentou iniciar a carreira de treinador, comandando o CSA, em 1977, e o Vitória, em 1980. Mas acabou se destacando por defender os interesses dos treinadores, como presidente da Associação Brasileira de Treinadores de Futebol.

*Está na seleção de todos os tempos do Vasco da revista placar nas edições de 1982 e 1994

Seleção Brasileira

34 jogos (25 vitórias, 7 empates e uma derrota)

Copas do Mundo

  • 1958 e 1966. - 7 jogos (5v, 1e, 1d)

Títulos

Clubes

Vasco da Gama
Boca Juniors
Santos

Seleção Brasileira





BELLINI
686 JOGOS NA CARREIRA -1 GOL MARCADO
51 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA

Nome completoHilderaldo Luís Bellini
Data de nasc.7 de junho de 1930
Local de nasc.Itapira, (SP), Brasil
Nacionalidadebrasileiro
Falecido em20 de março de 2014 (83 anos)
Local da morteSão Paulo, São Paulo, Brasil
Altura1,82m
Informações profissionais
PosiçãoZagueiro-central
Clubes de juventude
1946–1948
1949–1951
Brasil Itapirense
Brasil Sanjoanense
Clubes profissionais
AnosClubesJogos e gol(o)s
1952–1961
1962–1967
1968–1969
Brasil Vasco da Gama
Brasil São Paulo
Brasil Atlético Paranaense
430 
205 (1)
Seleção nacional
1957–1966Brasil Brasil51 (0)
foi um futebolista brasileiro, capitão da Seleção Brasileira de Futebol na conquista do primeiro título mundial, em 1958[2].
Atuando como zagueiro, jogou na Itapirense e depois na Sanjoanense de 1949 a 1951, além do Vasco da Gama de 1952 a 1961, no São Paulo de 1962 a 1967 e no Atlético Paranaense, de 1968 a 1969, quando encerrou sua carreira[3].
Ganhou títulos pelo Vasco nos Cariocas de 1952, 1956 e 1958, Torneio Rio-São Paulo de 1958, Torneio de Paris de 1957, Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer de 1953, dentre outros.
Consagrou-se como capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1958. Sua foto levantando a Taça Jules Rimet com as duas mãos sobre a cabeça é uma das marcas do futebol brasileiro, e passou a ser repetida por todo capitão ao levantar a taça. Mauro foi seu reserva em 1958. Na Copa de 1962, Bellini foi reserva de Mauro, que foi o capitão
Começou no pequeno Itapirense e depois na Sanjoanense, de São João da Boa Vista mas se tornou famoso no Vasco da Gama, onde chegou em 1952, numa época de renovação do time, após o desmanche do famoso Expresso da Vitória.
Bellini era um zagueiro vigoroso, raçudo, que se impunha dentro da área. Compensava a limitada técnica com muita seriedade e lealdade aos adversários, o que lhe deu o posto de capitão da seleção em 1958.
Em 1962, foi vendido ao São Paulo, entrando no lugar do zagueiro Mauro. Ficou no clube por seis anos, e não conquistou nenhum título por ele.
Em 1968 foi contratado pelo Clube Atlético Paranaense onde encerrou sua carreira como profissional em 1969[4].

Foi um dos primeiros jogadores a usar a imagem publicitariamente.


*Está na seleção do Vasco de todos os tempos da revista placar nas edições de 82 e 2007

Homenagens

Estátua no Maracanã
estátua localizada em uma das entradas do Maracanã, inaugurada em 13 de novembro de 1960 em homenagem aos Campeões Mundiais de Futebol de 1958, tornou-se popularmente conhecida como estátua do Bellini, mesmo não se assemelhando a ele.[9] Suas pegadas foram eternizadas na "Calçada da Fama" do Estádio da Ressacada do Avaí Futebol Clube em 2011.[10]

Títulos

Club de Regatas Vasco da Gama
Seleção Brasileira de Futebol




MIRANDA(Em atividade)

52 jogos pela seleção brasileira - 2 gols marcados
Nome completoJoão Miranda de Souza Filho
Data de nasc.7 de setembro de 1984 (33 anos)
Local de nasc.Paranavaí (PR), Brasil
Nacionalidadebrasileiro
Altura1,86 m [1]
Destro
Informações profissionais
Clube atualInternazionale
Número23
PosiçãoZagueiro
Clubes de juventude
Coritiba
Clubes profissionais2
AnosClubesJogos e gol(o)s
2004–2005
2005–2006
2006–2011
2011–2015
2015–
Coritiba
Sochaux
São Paulo
Atlético de Madrid
Internazionale
88 (6)
21 (2)
260 (10)
180 (13)
102 (1)
Seleção nacional3
2007–Brasil52 (2)

Títulos


Coritiba
São Paulo
Atlético de Madrid
Seleção Brasileira

Prêmios individuais







JUAN(Em Atividade)

82 jogos pela seleção brasileira - 7 gols marcados

Nome completoJuan Silveira dos Santos
Data de nasc.1 de fevereiro de 1979 (39 anos)
Local de nasc.Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Nacionalidadebrasileiro
Altura1,83 m
Destro
ApelidoCapitãoXerife da GáveaJ4,
Don JuanVovô Garoto,
Zagueiro ArtilheiroVinhoAquele que joga de terno
Informações profissionais
Período em atividade1996–presente (21 anos)
Clube atualFlamengo
Número4
PosiçãoZagueiro
Clubes de juventude

1989–1996
Grajaú
Flamengo
Clubes profissionais2
AnosClubesJogos e gol(o)s
1996–2002
2002–2007
2007–2012
2012–2015
2016–
Flamengo
Bayer Leverkusen
Roma
Internacional
Flamengo
246 (30)
176 (16)
148 (11)
117 (9)
100 (3)
Seleção nacional3
1995–1996
1997–1999
2001–2010
Brasil Sub-17
Brasil Sub-20
Brasil
(2)
(0)
78 (7)

Seleção Brasileira

Tendo já participado de seleções sub-17 e sub-20, estreou na Seleção Brasileira principal em 15 de julho de 2001 contra o Peru. Não participou da Copa do Mundo de 2002, entretanto, em 2004, o zagueiro tornou-se titular da Seleção Brasileira.
Participou das conquistas da Copa América 2004Copa das Confederações de 2005Copa América 2007 e Copa das Confederações de 2009, além de ter integrado a equipe brasileira que disputou a Copa do Mundo de 2006 e a Copa do Mundo de 2010.
Se aposentou da Seleção Brasileira depois da eliminação para a Holanda na Copa do Mundo de 2010.

Títulos

Flamengo
Bayer Leverkusen
  • Torneio Internacional de Maspalomas: (1) 2005[17]
Roma
Internacional
Seleção Brasileira

Prêmios Individuais

Flamengo









OSCAR
15 gols marcados na carreira
60 jogos pela seleção brasileira - 2 gols marcados

Nome completoJosé Oscar Bernardi
Data de nasc.20 de junho de 1954 (64 anos)
Local de nasc.Monte Sião, (MG), Brasil
Informações profissionais
Posiçãoex-zagueiro
Clubes profissionais
AnosClubesJogos (golos)
1973–1979
1979–1980
1980–1987
1987–1990
Ponte Preta
New York Cosmos
São Paulo
Nissan Motors
(0)
(0)
294 (13)
(0)
Seleção nacional
1978–1986Brasil59 (2)
Estilo:
Era um grande beque, desses que tanto podiam desfazer ataque adversário com uma jogada clássica ou com um chutão para qualquer lugar ("para o mato", como se dizia na gíria do futebol). Formou com Dario Pereyra uma dupla "intransponível", que ajudou a garantir ao São Paulo quatro campeonatos paulistas e um brasileiro em sete anos. Foi capitão do SPFC e da Seleção Brasileira. Fazia a torcida vibrar quando avançava para tentar gols de cabeça.

Carreira

Mesmo com pouca habilidade com a bola nos pés[1], Oscar foi um dos zagueiros que mais brilhou na história do São Paulo, formando, ao lado de Darío Pereyra, uma dupla de zaga considerada por muitos como a melhor da história do clube.[2] Começou nos juvenis do Guarani[3], mas em 1972 foi levado por Mário Juliato para a Ponte Preta.[4] Lá estreou no profissional e se destacou a ponto de ser convocado para a Seleção Brasileira juvenil que foi campeã sul-americana em 1974.[5] No ano seguinte, o Jornal da Tarde destacou um comentário a seu respeito: "É impressionante a sua capacidade de roubar a bola do adversário sem cometer faltas."[6]
Com boas atuações, frequentemente era cogitado como reforço para os times da capital. Em 1975, a Ponte Preta cogitou vender seu passe ao Palmeiras.[6] Inicialmente, a Ponte dizia que ele era inegociável, depois estabeleceu um preço de 1,5 milhão de cruzeiros, até chegar a oitocentos mil cruzeiros, mais os passes de dois ou três jogadores.[6] A diretoria palmeirense, entretanto, considerou a pedida alta.[6] No dia seguinte, o valor tinha subido novamente. "Oscar é um excelente zagueiro e seu passe foi fixado em dois milhões de cruzeiros", explicou um dirigente ponte-pretano. "Não haverá redução, pois nossa intenção é conservar o jogador."[7] Mesmo recebendo cerca de nove milhões de cruzeiros pelos passes dos recém vendidos Luís Pereira e Leivinha,[7] o Palmeiras acabou não contratando o jogador. Segundo o JT, o aumento do preço poderia ter a ver justamente com a venda do passe do também zagueiro Luís Pereira.[8]
Antes do Paulistão de 1977, a Ponte pediu apenas seiscentos mil cruzeiros ao mesmo Palmeiras pelo passe de Oscar, mas a proposta não foi aceita pelo clube paulistano.[4] Diante da indecisão do Palmeiras, o preço foi subindo ao longo do campeonato, em que a Ponte foi vice. Nesse mesmo ano, em 31 de maio[9], o zagueiro foi convocado pela primeira vez para a seleção principal, que disputaria as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1978, na Argentina, mas não entrou em campo. Defenderia pela primeira vez a Seleção em 1 de abril de 1978, em amistoso contra a França, e falhou no gol de Michel Platini que deu a vitória aos franceses por 1 a 0.[10]
Ao ser convocado para a Copa, ganhou a posição, foi titular e chamado de "uma das maiores expressões da equipe brasileira [naquela Copa]".[11] "Quando fui convocado, não esperava muita coisa", contou ele à revista Placar, em abril de 1979. "Já ir à Argentina era muito bom. Para um jogador do Interior, isso já era demais. Não esperava ser convocado para a Seleção jogando pela Ponte."[4] Àquela altura, tinha renovado seu contrato, e seu passe passou a valer dois milhões de cruzeiros. O Cruzeiro quis pagar a quantia, e o jogador até assinou contrato com os mineiros, mas a Ponte Preta conseguiu impedir a transação graças à Lei do Passe.[4]
Durante o Campeonato Paulista de 1978, o presidente do CorinthiansVicente Matheus, dizia a quem quisesse ouvir que Oscar já estava contratado e seria anunciado após o torneio, que se estendeu pelo ano de 1979, mas nem o jogador nem a Ponte confirmaram, e a história morreu.[4] Nessa época, era considerado o melhor zagueiro central do Brasil[12], e a zaga que formava com Amaral (que tinha sido seu colega nos juvenis do Guarani) na Seleção era considerada a ideal.[3] No Paulistão seguinte, ficou novamente com o vice-campeonato e logo depois foi vendido para o Cosmos, de Nova York, por 16,5 milhões de cruzeiros, o que ajudou a Ponte a aliviar seus problemas financeiros.[13] "Eu gostaria muito de poder continuar aqui na Ponte", disse, antes de a negociação se concretizar.[14] As negociações com o time estadunidense já se arrastavam desde o primeiro semestre, e quase foram interrompidas quando um suposto representante do Olympique de Marselha apareceu, em agosto, com uma proposta ainda melhor, mas tudo não passava de conto do vigário.[12]
Não ficou mais que sete meses nos Estados Unidos, onde sentiu falta da família, estranhou do idioma ao clima e viu os "brasileiros do Cosmos" (generalização do próprio Oscar, que não quis citar nomes) dizer até que ele estava com "problemas possicológicos".[11] Em 23 de julho de 1980 voltou ao Brasil, mas para defender o São Paulo, comprado com o superávit do time, especialmente depois da saída de Aílton Lira, vendido para a Arábia Saudita cinco meses depois de chegar, por um preço cinco vezes maior do que o pago ao Santos.[15] Com um salário que comparou ao que recebia no Cosmos[16], passou a ser "um dos jogadores mais bem pagos do futebol brasileiro".[5] Seu primeiro jogo oficial foi no início do returno do Campeonato Paulista: já com a faixa de capitão, ele ajudou o tricolor a golear o rival Corinthians por 4 a 0.[17] Cinco dias antes, em um amistoso contra o também rival Palmeiras, ele tinha estreado com a nova camisa, e o placar terminara com os mesmos 4 a 0. O time embalou. Só decidiria o título se vencesse o segundo turno. Venceu-o e sagrou-se campeão paulista com duas vitórias por 1 a 0 sobre o Santos. Como capitão, levantou a taça: ele seria o capitão de praticamente todos os times do São Paulo até deixar o clube.[16]
No ano seguinte, o vice-campeonato brasileiro e o bicampeonato paulista, este previsto com quase três meses de antecedência. "Vamos ser campeões paulistas", garantiu, ainda no segundo turno do campeonato, à Placar.[18] O time cumpriu a promessa de seu zagueiro, mas sem ele, que sofreu uma contusão na virilha e ficou fora da reta final, sendo substituído por Gassem. A contusão foi tão séria que ele pensou até em aposentar-se.[19]
Recuperado, foi convocado para a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Jogou bem, sem cometer uma única falha[20], mas o Brasil foi eliminado pela Itália nas quartas-de-final. "Nosso time é superior ao deles", lamentou o zagueiro depois da partida.[20] Por pouco Oscar não foi herói naquele jogo, marcando o que seria o gol da classificação: nos últimos minutos, acertou uma cabeçada que foi aparada em cima da linha pelo goleiro italiano Dino Zoff. Logo após a Copa, o São Paulo contratou um novo técnico, José Poy, o mesmo com quem já tinha sido campeão paulista em 1975. Oscar tinha opinião formada sobre o novo comandante. "Ele não gosta de perder, e isso é muito bom", comentou. "Já andei perdendo muito nestes últimos dois anos. Cheguei à conclusão de que o jogador brasileiro precisa ser tratado com dureza, pois ainda não está suficientemente preparado para ser tratado de outra maneira."[21]
Mas o São Paulo seguiu perdendo. Novo título, só em 1985, quando foi garoto-propaganda da marca Ovomaltine.[22], e foi campeão paulista, desta vez como um dos veteranos em um time montado basicamente com jovens promessas. Oscar quase ficou de fora da decisão, pois tinha contraído uma infecção intestinal dois dias antes e na preparação para o jogo ficou deitado em uma maca no departamento médico o tempo inteiro.[23]
Foi convocado para a Copa do Mundo de 1986, no México, mas desta vez ficou na reserva, apesar de ter sido o capitão da Seleção em todos os amistosos daquele ano, menos em um.[24] Suas atuações não vinham agradando[25], e Júlio César ganhou a posição.[26]Oscar não entraria em campo naquela Copa. O amistoso contra o Chile, em 7 de maio, o último oficial antes da Copa, seria sua última partida oficial com a camisa amarela. A convivência com a Seleção no México rendeu ao menos um dividendo para o São Paulo: o ponta Edivaldo pediu ao zagueiro que intermediasse sua contratação junto ao Atlético-MG.[16] No começo do ano seguinte, o ponta chegaria ao Morumbi.
Como no final de 1985, a sombra de uma contusão na reta final, desta vez no tornozelo, voltou no Campeonato Brasileiro de 1986. Oscar contundiu-se em novembro, e os médicos do time prometiam que ele seria liberado logo[27], mas ele só voltaria depois das férias que paralisaram o campeonato em janeiro. O problema é que Wágner Basílio estava jogando bem, e o técnico Pepe preferiu não mexer no time, que estava fazendo boa campanha.[28] Sem ele no time titular, o São Paulo levou o título brasileiro na final contra o Guarani. "Isso acontece, e tive de ser tolerante para não prejudicar o grupo nos jogos decisivos", lamentou Oscar, que completava: "Não vou mais aceitar a reserva. Sou importante para o clube dentro de campo. Quero uma solução: ou resolvem o caso ou vendem meu passe."[28]
A situação piorou com a volta do técnico Cilinho, que tinha comandado o time na conquista de 1985. Os dois se desentenderam, e Oscar voltou a frequentar o banco. De acordo com José Carlos Serrão, auxiliar de Cilinho, Oscar exerceria uma "liderança negativa".[29]Depois de uma derrota para o Juventus por 2 a 0, em 6 de junho, que marcou nove partidas sem vitória, o técnico elegeu o zagueiro como bode expiatório e disse que ele iria perder o lugar para o então novato Adílson. Isso revoltou Oscar, que pediu a rescisão de seu contrato no dia seguinte.[29] Saiu criticando bastante seu novo desafeto: "Com Cilinho não trabalho mais. Ele voltou ao clube para fazer uma limpeza. Sou apenas o primeiro nome de sua lista."[29] Darío Pereyra seria o próximo, de acordo com Oscar.[29]
Ele pensou em abandonar a carreira, algo que tinha passado por sua cabeça alguns dias entes, quando do amistoso contra o Napoli[29], mas desistiu da ideia e antes do fim de junho já tinha uma oferta do Nissan Motors FC, do Japão. Sua contratação foi anunciada em 29 de junho, e ele teria apartamento, carro e escola para a filha pagos pelo clube, para um contrato a princípio de um ano a partir de outubro.[30] Oscar foi um dos primeiros brasileiros a chegar ao futebol japonês, chamado para dar início a um trabalho de base, às vésperas da popularização do esporte no país.[31] Virou ídolo da torcida japonesa.[1] Ao encerrar a carreira, seguiu como técnico naquele país

*Está na seleção do São Paulo de todos os tempos da revista placar na edição de 2007

Títulos

São Paulo
Nissan Motors

Individual





ROBERTO DIAS

78 GOLS MARCADOS NA CARREIRA
25 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA - 1 GOL MARCADO

Nome completoRoberto Dias Branco
Data de nasc.7 de janeiro de 1943
Local de nasc.São PauloBrasil
Falecido em26 de setembro de 2007 (64 anos)
Local da morteSão PauloBrasil
ApelidoRoberto Dias ou Dias
Informações profissionais
PosiçãoVolante e zagueiro
Clubes profissionais
AnosClubesJogos e gol(o)s
1960-1973
1973
1974-1977
1978
1978
Brasil São Paulo
Brasil CEUB (DF)
México Jalisco
Brasil Dom Bosco
Brasil Nacional-SP
523 (76)
2 (0)
? (?)
14 (2)
? (?)
Seleção nacional
1960-1966Brasil Brasil25 (1)

Carreira

Roberto Dias começou a jogar futebol nos juvenis do próprio São Paulo, aos 16 anos. Dias sempre foi a imagem do jogador técnico. Foi o grande craque do time nos anos 1960, porém sem conquistar nenhum título, pois a preocupação era a construção do Morumbi. Os torcedores iam a campo para vê-lo, tamanha a intimidade que tinha com a bola. A saída do goleiro era através de Dias, que colocava a bola em qualquer lugar do campo. Dava chapéus, inclusive em Pelé. O próprio Pelé, aliás, reconhecia a dificuldade de superar a marcação de Dias, jogador habilidoso e técnico, sem dúvida um dos maiores que o São Paulo já teve. Era exímio cobrador de faltas.[1]
Em 1967 foi eleito "Atleta do Ano"[2]. Nesse mesmo ano, marcou um gol histórico contra o Fluminense, do Rio de Janeiro: jogando como meio-volante, entrou em diagonal na intermediária adversária e, como recebeu um passe em suas costas, tocou de calcanhar, dando um chapéu em um defensor adversário e, sem deixar a pelota cair, fuzilou a meta do goleiro fluminense.
Em 1970, conquistou seu primeiro título paulista atuando ao lado de Gérson e Toninho, entre outros. Pouco depois, em 29 de novembro, foi obrigado a ficar afastado dos campos de futebol, vítima de uma complicação cardíaca, inicialmente divulgada como "bronquite" e "tratamento de torcicolo".[3] Uma versão dá conta de que uma bolada no pescoço deixou uma de suas coronárias entupida,[2] mas é desmentida por especialistas.[4]Passou quase dois anos parado — embora fizesse parte do elenco que ganhou o Campeonato Paulista de 1971, disputou apenas uma partida naquele ano, pelo Campeonato Brasileiro.[5]
Depois de 523 jogos pelo São Paulo (o quinto jogador que mais atuou pela equipe e o terceiro em anos de permanência no clube),[6] ganhou passe livre em 26 de setembro de 1973, apesar de a diretoria ter passado algum tempo negando essa possibilidade. "Isso [o passe livre] seria um castigo, e ele merece um prêmio", dizia o diretor de futebol José Douglas Dallora em agosto.[7] O jogador lamentava ir embora: "Encerrar a carreira aqui seria bom, mas não posso fazer nada."[7] Depois de uma passagem rápida pelo CEUB,[8] de Brasília, que defendeu no Campeonato Brasileiro de 1973, foi para o Jalisco, de GuadalajaraMéxico, clube que defendeu por três anos, ganhando ainda o prêmio de melhor atleta estrangeiro de 1974. Ao voltar ao Brasil, ainda defendeu o Dom Bosco, do Mato Grosso, no Campeonato Brasileiro de 1978, e o Nacional, de São Paulo, até se aposentar,[9] no fim da temporada.
Em 1987, foi convidado para ser instrutor de futebol para sócios do clube.[10] Em 25 de setembro de 2007, sofreu uma parada cardiorrespiratória ao tomar banho. Levado ao Hospital das Clínicas, não resistiu e faleceu no dia seguinte.[8] No dia de sua morte, o São Paulo atuou contra o Boca Juniors, da Argentina, com tarjas pretas no braço esquerdo das camisas.[11]

Seleção Brasileira

Dias estreou na Seleção Brasileira olímpica durante as Olimpíadas de 1960, em Roma, quando formou o meio-de-campo com Gérson. Na Seleção principal, estreou em 30 de maio de 1964, em uma vitória por 3 a 2 sobre a França. Ao longo de sua carreira, defendeu a Seleção por 25 vezes, com 13 vitórias, 8 empates e 4 derrotas.[12][13] Em 1964, durante partida contra a Inglaterra no Maracanã, marcou um gol de falta no final da goleada por 5 a 1, enquanto Pelé e Gérson, os batedores "oficiais", discutiam quem cobraria. "Me meti no meio deles", contava, "e, quando menos esperavam, chutei e fiz o gol. Ninguém falou nada. Só que se eu tivesse errado…"[9]
Esteve ainda entre os 47 convocados para treinamentos da Seleção em Serra Negra e Caxambu, como preparativos para a Copa do Mundo de 1966, mas acabou ficando de fora da lista final e não foi à Inglaterra.[14] Esse fato o abateu bastante, e ele mesmo admitiu que ficou abalado psicologicamente por algum tempo.

TÍTULOS:
SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE:
Campeão Paulista 1970 e 1971



RICARDO GOMES
461 JOGOS NA CARREIRA - 49 GOLS NA CARREIRA
45 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA - 4 GOLS MARCADOS
nformações pessoais
Nome completoRicardo Gomes Raymundo
Data de nasc.13 de dezembro de 1964 (53 anos)
Local de nasc.Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Nacionalidadebrasileiro
Altura1,89 m
Informações profissionais
Equipa atualSem clube
PosiçãoTreinador (ex-zagueiro)
Clubes profissionais
AnosClubesJogos (golos)
1982–1988
1988–1991
1991–1995
1995–1996
Fluminense
Benfica
Paris Saint-Germain
Benfica
201 (11)
83 (19)
115 (11)
17 (4)
Seleção nacional
1984–1994Brasil45 (4)
MedalhasJogos OlímpicosPrataSeul 1988FutebolJogos Pan-AmericanosOuroIndianápolis 1987Futebol

Carreira

Como jogador

Ricardo Gomes iniciou sua carreira como zagueiro do Fluminense no início dos anos 80. No Tricolor das Laranjeiras, conquistou um tricampeonato carioca, 1983/1984/1985, e formou a dupla de zaga campeã brasileira de 1984,[1] considerando os principais títulos oficiais. Em 201 partidas pelo Fluminense, Ricardo obteve 102 vitórias, 65 empates e 34 derrotas, marcando 11 gols.[2]
A boa campanha no Campeonato Brasileiro de 1984 lhe renderia uma chance na Seleção Brasileira. Três anos depois, uma contusão atrapalhou os planos de Ricardo Gomes na seleção.[1]
Entretanto, em 1989, Gomes se consolidou na seleção e foi titular na conquista da Copa América e nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990. Já atuando pelo Benfica, foi capitão da Seleção do Brasil na Copa do Mundo, sediada na Itália.
A classificação para o Mundial veio, mas o tetracampeonato não seria daquela vez. Em 1991, foi contratado pelo Paris Saint-Germain, onde se tornou ídolo, jogando por quatro temporadas.[1]

O corte de 1994

Em meio à boa fase no clube francês, foi convocado para a Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo FIFA de 1994. O zagueiro era titular em um amistoso contra El Salvador, o último antes da estreia na Copa. Porém, aos 21 minutos, Ricardo sofreu uma lesão muscular que o cortaria do mundial.[1]
Ricardo era o zagueiro preferido de Carlos Alberto Parreira. Nas eliminatórias para a Copa de 1994, ele atuou apenas nas quatro últimas partidas, por conta de uma contusão abdominal, mas ainda assim marcou 3 gols. Depois de mais uma temporada no Benfica, encerrou a carreira em 1996, com apenas 31 anos


*Está na seleção do Fluminense de todos os tempos da revista placar nas edições de 94 e 2007

Títulos

Como jogador

Fluminense
Benfica
Paris Saint-Germain
Seleção Brasileira








MENÇÕES HONROSAS:

MAURO GALVÃO
DJALMA DIAS
ZÓZIMO
JOEL CAMARGO
LUIZINHO
RICARDO ROCHA
ANTÔNIO CARLOS 
EDINHO
AMARAL
BRITO 
MÁRCIO SANTOS
LÚCIO
MOZER


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