OS 11 MELHORES ZAGUEIROS DO FUTEBOL BRASILEIRO
DOMINGOS DA GUIA
602 jogos na carreira
30 jogos pela seleção brasileira
| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Domingos Antônio da Guia | |
| Data de nasc. | 19 de novembro de 1912 | |
| Local de nasc. | Rio de Janeiro (RJ), Brasil | |
| Nacionalidade | brasileiro | |
| Falecido em | 18 de maio de 2000 (87 anos) | |
| Local da morte | Rio de Janeiro (RJ), Brasil | |
| Apelido | Divino Mestre[1] | |
| Informações profissionais | ||
| Posição | Zagueiro | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 1929–1932 1933 1934–1935 1935 1935–1936 1936–1943 1944–1948 1948–1950 | Bangu Vasco da Gama Nacional Vasco da Gama Boca Juniors Flamengo Corinthians Bangu | 59 (0) 33 (0) 33 (0) 31 (0) 56 (0) 223 (0) 116 (0) 21 (0) |
| Seleção nacional | ||
| 1931–1946 | Brasil | 26 (0) |
Carreira
Foi revelado pelo Bangu, assim como seus três irmãos e um filho.
A ligação de Domingos da Guia com o Bangu é tão grande que seu nome é citado no hino do clube. Além do Bangu, Domingos da Guia jogou e teve grande destaque no Vasco, Nacional de Montevidéu, Boca Juniorsda Argentina, Flamengo e Corinthians.
Quando Domingos foi contratado para jogar no Uruguai, os uruguaios se revoltaram alegando que não precisavam de zagueiro, pois tinham Nasazzi. Quando Domingos foi embora, disseram que só aprenderam o verdadeiro significado da palavra "zagueiro" após a passagem de Domingos pelo país[3].
Zagueiro clássico e de excelente técnica, é apontado como o melhor zagueiro brasileiro de todos os tempos. Sua "marca registrada" era sair driblando os atacantes adversários. Tal jogada de extrema habilidade e risco, mas que sempre foi perfeitamente executada por Domingos da Guia, ficou conhecida como "Domingada". Pela seleção brasileira foram 30 jogos, sendo 19 vitórias, 3 empates e 8 derrotas. Jogou a Copa do Mundo de 1938, tendo o Brasil ficado em terceiro lugar. Com a seleção ele foi campeão da Taça Rio Branco, em 1931 e 1932, e da Copa Rocca em 1945.
Domingos é pai de Ademir da Guia, maior ídolo da história do Palmeiras e irmão de Ladislau da Guia, o maior artilheiro da história do Bangu (com 215 gols), clube que revelou as duas gerações de craques.
Foi considerado por Obdulio Varela o melhor jogador do Brasil. "O melhor que vocês já tiveram foi Domingos, completo. Campeão lá [Brasil], aqui [Uruguai] e na Argentina", declarou a um repórter brasileiro em 1970.
Na década de 1930, as competições esportivas internacionais ganharam grande simbolismo e importância. Sobre este aspecto, Eric Hobsbawm afirma que "a dimensão identitária da nação tem um lócus especial nos esportes, estes seriam uma espécie de reduto do nacionalismo moderno, e as Copas do Mundo de futebol ao longo de sua história se transformaram em evento símbolo desse nacionalismo."
No Brasil, seria a 1° vez que a seleçao brasileira iria completa para a competição - nas últimas duas edições a equipe sempre tinha ido desfalcada por causa de brigas internas. Graças à constituição social e racial do time brasileiro, o time de 1938 se tornou um cristalizador dos ideais de harmonia social e furor nacionalista que eram propagandeados pelo recém instaurado Estado Novo.
*Está na seleção do Corinthians de todos os tempos da revista placar nas edições 82/94 e na do Flamengo nas três edições 82/94/2007
É sem dúvida o melhor zagueiro da história do Corinthians e do Flamengo.
Títulos
- Nacional
- Campeonato Uruguaio: 1933
- Vasco da Gama
- Campeonato Carioca: 1934
- Campeonato Carioca de Aspirantes: 1934
- Boca Juniors
- Campeonato Argentino:1935
- Campeonato Carioca: 1939,1942,1943
- Torneio Aberto do Rio de Janeiro: 1936
- Taça João Vianna Seilir: 1936
- Taça da Paz: 1937
- Torneio Relampago do Rio de Janeiro: 1943
- Corinthians
- Torneio Inicio: 1944
- Taça Cidade de São Paulo: 1947, 1948
- Bangu
- Taça Euvaldo Lodi: 1950
- Seleção Carioca
- Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais: 1931, 1938, 1940
- Seleção Brasileira
- Copa Rio Branco: 1931, 1932
- Copa Roca : 1945
- 3º lugar na Copa do Mundo (1938)
MAURO RAMOS
864 JOGOS NA CARREIRA - 2 gols marcados
20 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA
Nome completo Mauro Ramos de Oliveira
Data de nasc. 30 de agosto de 1930
Local de nasc. Poços de Caldas (MG), Brasil
Nacionalidade brasileira
Falecido em 18 de setembro de 2002 (72 anos)
Local da morte Poços de Caldas (MG), Brasil
Informações profissionais
Posição Zagueiro
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1948–1960
1960–1967
1967–1968
São Paulo
Santos
Toluca
Seleção nacional
1948–1965
Brasil20 (0)
Mauro Ramos de Oliveira (Poços de Caldas, 30 de agosto de 1930 — Poços de Caldas, 18 de setembro de 2002) foi um futebolista brasileiro que atuava como zagueiro.
Foi capitão do São Paulo Futebol Clube, do Santos Futebol Clube de Pelé e da Seleção Brasileira. Recebeu o apelido de Martha Rocha, miss Brasil da época devido ao estilo técnico, além de trajar-se bem fora de campo.[1]Foi contratado para fins de propaganda pela Ducal.[2]
Encerrou a carreira no México jogando pelo o Toluca. Lá treinou o Club Deportivo Oro antes de retornar ao Brasil em novembro de 1969.
Em 1971, foi treinador do Santos, substituindo a Antoninho Fernandes, permanecendo até abril de 1972. Deixou o futebol após treinar o Club Jalisco de fevereiro de 1973 a março de 1974.
Faleceu em 18 de setembro de 2002 vítima de câncer no estômago
*Está na seleção do São paulo e do Santos de todos os tempos da revista placar nas três edições 82/94 e 2007.É o único zagueiro a conseguir esse feito. Sem dúvida o melhor zagueiro da história de São paulo e Santos e isso não é pouca coisa.
| Nome completo | Mauro Ramos de Oliveira | |
|---|---|---|
| Data de nasc. | 30 de agosto de 1930 | |
| Local de nasc. | Poços de Caldas (MG), Brasil | |
| Nacionalidade | brasileira | |
| Falecido em | 18 de setembro de 2002 (72 anos) | |
| Local da morte | Poços de Caldas (MG), Brasil | |
| Informações profissionais | ||
| Posição | Zagueiro | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 1948–1960 1960–1967 1967–1968 | ||
| Seleção nacional | ||
| 1948–1965 | 20 (0) | |
Mauro Ramos de Oliveira (Poços de Caldas, 30 de agosto de 1930 — Poços de Caldas, 18 de setembro de 2002) foi um futebolista brasileiro que atuava como zagueiro.
Foi capitão do São Paulo Futebol Clube, do Santos Futebol Clube de Pelé e da Seleção Brasileira. Recebeu o apelido de Martha Rocha, miss Brasil da época devido ao estilo técnico, além de trajar-se bem fora de campo.[1]Foi contratado para fins de propaganda pela Ducal.[2]
Encerrou a carreira no México jogando pelo o Toluca. Lá treinou o Club Deportivo Oro antes de retornar ao Brasil em novembro de 1969.
Em 1971, foi treinador do Santos, substituindo a Antoninho Fernandes, permanecendo até abril de 1972. Deixou o futebol após treinar o Club Jalisco de fevereiro de 1973 a março de 1974.
Faleceu em 18 de setembro de 2002 vítima de câncer no estômago
*Está na seleção do São paulo e do Santos de todos os tempos da revista placar nas três edições 82/94 e 2007.É o único zagueiro a conseguir esse feito. Sem dúvida o melhor zagueiro da história de São paulo e Santos e isso não é pouca coisa.
Títulos
- Seleção Brasileira
- Copa do Mundo: 1958, 1962
- Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1949
- São Paulo
- Campeonato Paulista: 1948, 1949, 1953, 1957
- Santos
- Campeonato Paulista: 1960, 1961, 1962, 1964 e 1965
- Campeonato Brasileiro: 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965
- Torneio Rio-São Paulo: 1963, 1964 e 1966
- Copa Libertadores da América: 1962 e 1963
- Taça Intercontinental: 1962 e 1963
- Toluca
- Campeonato Mexicano: 1968
LUIS PEREIRA
404 jogos na carreira - 51 gols marcados
33 jogos pela seleção brasileira - 1 gol marcado
| Nome completo | Luíz Edimundo Pereira | |
|---|---|---|
| Data de nasc. | 21 de junho de 1949 (69 anos) | |
| Local de nasc. | Juazeiro (BA), | |
| Altura | 1,81 m | |
| Apelido | Luís Chevrolet, King Kong, El Mago, Maestro | |
| Informações profissionais | ||
| Número | 3 | |
| Posição | Zagueiro | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
| 1967-1968 1968–1974 1974–1980 1980–1981 1981–1984 1985–1986 1986-1987 1986–1988 1989 1990–1992 1993 1994 1997 | → → | 497 143 (14) 35 (1) 71 24 |
| Seleção nacional | ||
| 1973–1977 | 38 (1) | |
Luís Edmundo Pereira (Juazeiro, 21 de junho de 1949) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como zagueiro central. É considerado o segundo maior zagueiro da história do futebol brasileiro, ficando atrás, somente, de Domingos da Guia pai de Ademir da Guia um dos maiores ídolos do Palmeiras, com participação decisiva nas conquistas da equipe na época da chamada "Academia".
Além da participação histórica no Palmeiras, também é ídolo do Santo André e do Atlético de Madri, da Espanha, onde foi jogar, numa época em que apenas grandes jogadores eram contratados pela Europa. Luís Pereira terminou sua carreira somente em 1997, com 47 anos, idade considerada muito avançada para o futebol.
*Está na lista do Palmeiras de todos os tempos da revista placar nas edições 82/94 e 2007.
É sem dúvida o melhor zagueiro da história do Palmeiras
Títulos[editar | editar código-fonte]
- Palmeiras
- Campeonato Brasileiro: 1969, 1972 e 1973
- Campeonato Paulista: 1972 e 1974
- Torneio Cidade de Barcelona (Palmeiras 2x1 Barcelona-ESP): 1969
- Troféu Ramón de Carranza:1969, 1974
- Atlético de Madrid
- Copa da Espanha
- 1975-76
- Campeonato Espanhol
- 1976-77
- Seleção Brasileira
- Mundialito de Cáli
- 1977
- Flamengo
- Campeonato Carioca
- 1981
Curiosidades
- Com 35 gols, é o zagueiro que marcou mais gols com a camisa palmeirense.
- É considerado o 37º (trigésimo sétimo) melhor jogador sulamericano de futebol do século XX, pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), entre tais, o melhor zagueiro central do Brasil. [1]
- É um dos maiores ídolos do Santo André, onde jogou de 1986 a 1989.
- Seu apelido era "Luís Pereira Chevrolet". Graças a esse apelido, surgiu outro, o do também zagueiro conhecido por Beto Fuscão, chamado assim em gozação pelo seu traseiro avantajado, que lembrava um porta mala do aludido modelo de automóvel.
- Na dublagem em português, Chaves cita o nome de Luís Pereira ao jogar bola com o Quico no seriado El Chavo del Ocho, do SBT.
- Luís Pereira fez um jogo festivo em Juazeiro após o término de sua carreira no estádio Adauto Moraes. Logo no início do jogo, após uma falta dura, Luís Pereira foi expulso e a torcida no estádio ficou enfurecida ao ponto do prefeito retirar o juiz do jogo, substituí-lo e recomeçar o jogo com o Luís Pereira em campo
-
Na Copa do Mundo de 1974 foi o primeiro jogador brasileiro a ser expulso com cartão vermelho na história das Copas, na derrota do Brasil para os Países Baixos por 2 a 0, por entrada violenta no jogador holandês Neeskens.
-
-
-
ALDAIR
-
743 jogos na carreira - 42 gols marcados
-
81 jogos pela seleção brasileira - 3 gols marcados
-
-
Nome completo Aldair Nascimento dos Santos
Data de nasc. 30 de novembro de 1965 (52 anos)
Local de nasc. Ilhéus, Bahia, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,82 m
Apelido Pluto
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição Zagueiro
Clubes de juventude
1982–1985 Futebol Seleção Intermunicipal de Uruçuca/BA
Flamengo
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1985–1989
1989–1990
1990–2003
2003–2004
2005
2007–2010 Flamengo
Benfica
Roma
Genoa
Rio Branco
Murata 185 (11)
33 (6)
415 (20)
17 (1)
2 (0)
10 (0)
Seleção nacional
1989–2000 Brasil 81 (3)
Medalhas
Jogos Olímpicos
Bronze Atlanta 1996 Competição de equipe
- Com 35 gols, é o zagueiro que marcou mais gols com a camisa palmeirense.
- É considerado o 37º (trigésimo sétimo) melhor jogador sulamericano de futebol do século XX, pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), entre tais, o melhor zagueiro central do Brasil. [1]
- É um dos maiores ídolos do Santo André, onde jogou de 1986 a 1989.
- Seu apelido era "Luís Pereira Chevrolet". Graças a esse apelido, surgiu outro, o do também zagueiro conhecido por Beto Fuscão, chamado assim em gozação pelo seu traseiro avantajado, que lembrava um porta mala do aludido modelo de automóvel.
- Na dublagem em português, Chaves cita o nome de Luís Pereira ao jogar bola com o Quico no seriado El Chavo del Ocho, do SBT.
- Luís Pereira fez um jogo festivo em Juazeiro após o término de sua carreira no estádio Adauto Moraes. Logo no início do jogo, após uma falta dura, Luís Pereira foi expulso e a torcida no estádio ficou enfurecida ao ponto do prefeito retirar o juiz do jogo, substituí-lo e recomeçar o jogo com o Luís Pereira em campo
Na Copa do Mundo de 1974 foi o primeiro jogador brasileiro a ser expulso com cartão vermelho na história das Copas, na derrota do Brasil para os Países Baixos por 2 a 0, por entrada violenta no jogador holandês Neeskens.
ALDAIR
743 jogos na carreira - 42 gols marcados
81 jogos pela seleção brasileira - 3 gols marcados
| Nome completo | Aldair Nascimento dos Santos | |
|---|---|---|
| Data de nasc. | 30 de novembro de 1965 (52 anos) | |
| Local de nasc. | Ilhéus, Bahia, Brasil | |
| Nacionalidade | brasileiro | |
| Altura | 1,82 m | |
| Apelido | Pluto | |
| Informações profissionais | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Clube atual | Aposentado | ||||||||||
| Posição | Zagueiro | ||||||||||
| Clubes de juventude | |||||||||||
| 1982–1985 | Futebol Seleção Intermunicipal de Uruçuca/BA Flamengo | ||||||||||
| Clubes profissionais | |||||||||||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s | |||||||||
| 1985–1989 1989–1990 1990–2003 2003–2004 2005 2007–2010 | Flamengo Benfica Roma Genoa Rio Branco Murata | 185 (11) 33 (6) 415 (20) 17 (1) 2 (0) 10 (0) | |||||||||
| Seleção nacional | |||||||||||
| 1989–2000 | Brasil | 81 (3) | |||||||||
| |||||||||||
Carreira
-
Aldair chegou a fazer testes no Vasco da Gama, pelo qual seu pai era torcedor fanático, mas, decepcionado com o tratamento que recebera, abandonou o clube. Para evitar desavenças, disse que fora dispensado. Nas peladas que disputava, chamou a atenção de Juarez dos Santos, ex-jogador do Flamengo, que o levou ao Rubro-Negro em 1982.
Em 1985, aos 19 anos, iniciou sua carreira profissional, tendo a oportunidade de jogar ao lado de ídolos rubro-negros como Zico, Andrade e Leandro.
Vestindo a camisa do Fla, participou das conquistas do Campeonato Carioca de 1986 e da Copa União de 1987 (um dos módulos do Campeonato Brasileiro daquele ano). Deixou o Flamengo em 1989 com 185 partidas disputadas e 11 gols marcados.
Aldair chegou a fazer testes no Vasco da Gama, pelo qual seu pai era torcedor fanático, mas, decepcionado com o tratamento que recebera, abandonou o clube. Para evitar desavenças, disse que fora dispensado. Nas peladas que disputava, chamou a atenção de Juarez dos Santos, ex-jogador do Flamengo, que o levou ao Rubro-Negro em 1982.
Em 1985, aos 19 anos, iniciou sua carreira profissional, tendo a oportunidade de jogar ao lado de ídolos rubro-negros como Zico, Andrade e Leandro.
Vestindo a camisa do Fla, participou das conquistas do Campeonato Carioca de 1986 e da Copa União de 1987 (um dos módulos do Campeonato Brasileiro daquele ano). Deixou o Flamengo em 1989 com 185 partidas disputadas e 11 gols marcados.
Os anos no futebol europeu
-
Negociado com o Benfica (que perdera o também zagueiro Mozer, vendido ao Olympique de Marseille), em 1989, formou dupla de zaga com Ricardo Gomes, e na decisão da Taça dos Campeões, contra o Milan, que venceu por 1 a 0 (gol de Frank Rijkaard). Neste jogo, Aldair quase marcou um belo gol depois de roubar a bola de Marco van Basten, deixar Ruud Gullit para trás e com liberdade para finalizar, mas foi neutralizado pela zaga milanista.
O zagueiro foi titular da equipe portuguesa até o ano seguinte, quando despertou o interesse da Roma, clube para o qual se transferiu e que defendeu pelos 13 anos seguintes de sua carreira. Sua contratação foi a última na gestão do presidente Dino Viola. Durante a passagem de Aldair (que ganhou o apelido de "Pluto", por sua semelhança com o personagem) pela equipe da capital italiana, conquistou 3 títulos, sendo o mais importante deles o Campeonato Italiano de 2000-01.
Ao deixar a Roma em 2003, com 415 partidas e 20 gols marcados, o zagueiro teve a camisa que usava — a número 6 — aposentada. Mas o clube voltou a utilizá-la em 2013, quando, a pedido do próprio Aldair, repassou-a ao recém-contratado holandês Kevin Strootman.
Em 2004, aos 39 anos de idade, Aldair chegou a encerrar sua carreira no Genoa, onde atuou em apenas 17 jogos, marcando um gol. Entretanto, repensou a aposentadoria no ano seguinte, atendendo um pedido de sua esposa, para jogar no Rio Branco, tendo atuado em 2 jogos.
Três anos depois, aos 41 anos, foi persuadido pelo amigo Massimo Agostini a atuar pelo Murata, principal clube de San Marino, participando de jogos da fase preliminar da Liga dos Campeões da UEFA em 2007 e 2008. Encerrou definitivamente sua carreira em 2010.
Negociado com o Benfica (que perdera o também zagueiro Mozer, vendido ao Olympique de Marseille), em 1989, formou dupla de zaga com Ricardo Gomes, e na decisão da Taça dos Campeões, contra o Milan, que venceu por 1 a 0 (gol de Frank Rijkaard). Neste jogo, Aldair quase marcou um belo gol depois de roubar a bola de Marco van Basten, deixar Ruud Gullit para trás e com liberdade para finalizar, mas foi neutralizado pela zaga milanista.
O zagueiro foi titular da equipe portuguesa até o ano seguinte, quando despertou o interesse da Roma, clube para o qual se transferiu e que defendeu pelos 13 anos seguintes de sua carreira. Sua contratação foi a última na gestão do presidente Dino Viola. Durante a passagem de Aldair (que ganhou o apelido de "Pluto", por sua semelhança com o personagem) pela equipe da capital italiana, conquistou 3 títulos, sendo o mais importante deles o Campeonato Italiano de 2000-01.
Ao deixar a Roma em 2003, com 415 partidas e 20 gols marcados, o zagueiro teve a camisa que usava — a número 6 — aposentada. Mas o clube voltou a utilizá-la em 2013, quando, a pedido do próprio Aldair, repassou-a ao recém-contratado holandês Kevin Strootman.
Em 2004, aos 39 anos de idade, Aldair chegou a encerrar sua carreira no Genoa, onde atuou em apenas 17 jogos, marcando um gol. Entretanto, repensou a aposentadoria no ano seguinte, atendendo um pedido de sua esposa, para jogar no Rio Branco, tendo atuado em 2 jogos.
Três anos depois, aos 41 anos, foi persuadido pelo amigo Massimo Agostini a atuar pelo Murata, principal clube de San Marino, participando de jogos da fase preliminar da Liga dos Campeões da UEFA em 2007 e 2008. Encerrou definitivamente sua carreira em 2010.
Seleção Brasileira
-
A história de Aldair com a Seleção Brasileira teve início em março de 1989, num amistoso contra o Equador. Convocado por Sebastião Lazaroni para a Copa América, atuou em 5 partidas na competição, disputada em território brasileiro.
A história de Aldair com a Seleção Brasileira teve início em março de 1989, num amistoso contra o Equador. Convocado por Sebastião Lazaroni para a Copa América, atuou em 5 partidas na competição, disputada em território brasileiro.
Nas Copas do Mundo
-
Em 1990, na Copa da Itália, Aldair não participou de nenhum jogo, fato que o deixou bastante inconformado com Lazaroni, que deixou o comando da Seleção logo após o torneio.
Quatro anos mais tarde, nos Estados Unidos, após as contusões de Ricardo Gomes (seu ex-companheiro de zaga no Benfica) e Ricardo Rocha, Aldair e Márcio Santos formaram a dupla de zaga tetracampeã mundial. Aldair também participou das Olimpíadas de Atlanta, como um dos 3 atletas com mais de 23 anos de idade (os outros foram Rivaldo e Bebeto), quando o Brasil decepcionou e conseguiu apenas a medalha de bronze.
Na Copa de 1998, em vez de Márcio Santos, que foi cortado em virtude de uma lesão, teve Júnior Baiano como novo companheiro de zaga. Porém, não repetiu as atuações da Copa anterior e chegou a encerrar a carreira internacional. No entanto, Aldair voltou a vestir a camisa da Seleção Brasileira em junho do ano seguinte, já com Wanderley Luxemburgo no comando. O último jogo do zagueiro foi contra o Uruguai, pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa de 2002. Criticado por falhar no gol de Darío Silva, Aldair decidiu encerrar de vez uma trajetória de 11 anos pela Seleção Brasileira, com 81 partidas disputadas e 3 gols marcados.
Em 1990, na Copa da Itália, Aldair não participou de nenhum jogo, fato que o deixou bastante inconformado com Lazaroni, que deixou o comando da Seleção logo após o torneio.
Quatro anos mais tarde, nos Estados Unidos, após as contusões de Ricardo Gomes (seu ex-companheiro de zaga no Benfica) e Ricardo Rocha, Aldair e Márcio Santos formaram a dupla de zaga tetracampeã mundial. Aldair também participou das Olimpíadas de Atlanta, como um dos 3 atletas com mais de 23 anos de idade (os outros foram Rivaldo e Bebeto), quando o Brasil decepcionou e conseguiu apenas a medalha de bronze.
Na Copa de 1998, em vez de Márcio Santos, que foi cortado em virtude de uma lesão, teve Júnior Baiano como novo companheiro de zaga. Porém, não repetiu as atuações da Copa anterior e chegou a encerrar a carreira internacional. No entanto, Aldair voltou a vestir a camisa da Seleção Brasileira em junho do ano seguinte, já com Wanderley Luxemburgo no comando. O último jogo do zagueiro foi contra o Uruguai, pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa de 2002. Criticado por falhar no gol de Darío Silva, Aldair decidiu encerrar de vez uma trajetória de 11 anos pela Seleção Brasileira, com 81 partidas disputadas e 3 gols marcados.
Títulos
Futebol
-
- Flamengo
- Copa União (Módulo Verde): 1987
- Campeonato Carioca: 1986
- Taça Guanabara: 1988, 1989
- Taça Rio: 1985, 1986
- Seleção Brasileira
- Taça Stanley Rous: 1987
- Copa América: 1989, 1997
- Copa do Mundo: 1994
- Copa Umbro: 1995
- Medalha de Bronze nas Olimpíadas de Atlanta: 1996
- Copa das Confederações: 1997
Benfica
- Roma
- Copa da Itália: 1990/91
- Campeonato Italiano: 2000/01
- Supercopa da Itália: 2001
Rio Branco - ES
- Campeonato Capixaba 2a Divisão: 2005
- Murata
- Campeonato Samarinês: 2007-08
- COPA Titano:2007
*Está na seleção do Flamengo de todos os tempos da revista Placar da edição de 2007.
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
ORLANDO PEÇANHA
-
34 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA
-
-
Informações pessoais
Nome completo Orlando Peçanha de Carvalho
Data de nasc. 20 de setembro de 1935
Local de nasc. Niterói, RJ, Brasil
Nacionalidade brasileira
Falecido em 10 de fevereiro de 2010 (74 anos)
Local da morte Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Informações profissionais
Equipa atual Aposentado
Posição Quarto-zagueiro e Treinador
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1953–1960
1961–1965
1965–1969
1970
Vasco da Gama
Boca Juniors
Santos
Vasco da Gama
105
Seleção nacional
1958–1966
Brasil34 (0)
- Flamengo
- Copa União (Módulo Verde): 1987
- Campeonato Carioca: 1986
- Taça Guanabara: 1988, 1989
- Taça Rio: 1985, 1986
- Seleção Brasileira
- Taça Stanley Rous: 1987
- Copa América: 1989, 1997
- Copa do Mundo: 1994
- Copa Umbro: 1995
- Medalha de Bronze nas Olimpíadas de Atlanta: 1996
- Copa das Confederações: 1997
Benfica
- Roma
- Copa da Itália: 1990/91
- Campeonato Italiano: 2000/01
- Supercopa da Itália: 2001
Rio Branco - ES
- Campeonato Capixaba 2a Divisão: 2005
- Murata
- Campeonato Samarinês: 2007-08
- COPA Titano:2007
*Está na seleção do Flamengo de todos os tempos da revista Placar da edição de 2007.
ORLANDO PEÇANHA
34 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA
| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Orlando Peçanha de Carvalho | |
| Data de nasc. | 20 de setembro de 1935 | |
| Local de nasc. | Niterói, RJ, Brasil | |
| Nacionalidade | brasileira | |
| Falecido em | 10 de fevereiro de 2010 (74 anos) | |
| Local da morte | Rio de Janeiro, RJ, Brasil | |
| Informações profissionais | ||
| Equipa atual | Aposentado | |
| Posição | Quarto-zagueiro e Treinador | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
| 1953–1960 1961–1965 1965–1969 1970 | 105 | |
| Seleção nacional | ||
| 1958–1966 | 34 (0) | |
Biografia
-
Revelado pelo Vasco, pelo qual atuou entre 1953 e 1960. Pelo clube, chegou à seleção brasileira em 1958. No mesmo ano, formou a zaga titular da equipe campeã na Suécia ao lado de Bellini, seu companheiro no clube carioca, atuando em todos os seis jogos da equipe no Mundial. Em 1960, foi contratado pelo Boca Juniors, onde permaneceu até 1964 e atuou ao lado de outros brasileiros (Dino Sani, Paulo Valentim e Almir Pernambuquinho). No clube argentino, foi campeão nacional em 1962 e 1964. A transferência para o exterior acabou impedindo sua convocação para a Copa de 1962, perdendo a chance de ser bicampeão mundial no Chile. Na época, atletas brasileiros que atuavam no exterior não eram convocados para a seleção.
Voltou ao Brasil em 1965 para atuar no Santos. No alvinegro praiano, foi campeão paulista em 1965 e 1967 e da Taça Brasil de 1965. Aos 31 anos, retornou a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo FIFA de 1966. No Mundial disputado na Inglaterra, sofreu sua única derrota em 34 partidas pela seleção: 3 a 1 para Portugal, jogo que eliminou o Brasil do torneio. Encerrou a carreira em 1970 aos 35 anos no Vasco.
-
-
*Está na seleção de todos os tempos do Vasco da revista placar nas edições de 1982 e 1994
Revelado pelo Vasco, pelo qual atuou entre 1953 e 1960. Pelo clube, chegou à seleção brasileira em 1958. No mesmo ano, formou a zaga titular da equipe campeã na Suécia ao lado de Bellini, seu companheiro no clube carioca, atuando em todos os seis jogos da equipe no Mundial. Em 1960, foi contratado pelo Boca Juniors, onde permaneceu até 1964 e atuou ao lado de outros brasileiros (Dino Sani, Paulo Valentim e Almir Pernambuquinho). No clube argentino, foi campeão nacional em 1962 e 1964. A transferência para o exterior acabou impedindo sua convocação para a Copa de 1962, perdendo a chance de ser bicampeão mundial no Chile. Na época, atletas brasileiros que atuavam no exterior não eram convocados para a seleção.
Voltou ao Brasil em 1965 para atuar no Santos. No alvinegro praiano, foi campeão paulista em 1965 e 1967 e da Taça Brasil de 1965. Aos 31 anos, retornou a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo FIFA de 1966. No Mundial disputado na Inglaterra, sofreu sua única derrota em 34 partidas pela seleção: 3 a 1 para Portugal, jogo que eliminou o Brasil do torneio. Encerrou a carreira em 1970 aos 35 anos no Vasco.
*Está na seleção de todos os tempos do Vasco da revista placar nas edições de 1982 e 1994
Seleção Brasileira
34 jogos (25 vitórias, 7 empates e uma derrota)
Copas do Mundo
- 1958 e 1966. - 7 jogos (5v, 1e, 1d)
- 1958 e 1966. - 7 jogos (5v, 1e, 1d)
Títulos
Clubes
-
- Vasco da Gama
Copa Internacional Rivadavia - 1953
Campeonato Carioca de Futebol - 1956 e 1958
Torneio Internacional de Paris - 1957
Torneio Internacional do Chile - 1957
- Boca Juniors
- Santos
- Vasco da Gama
Copa Internacional Rivadavia - 1953
Campeonato Carioca de Futebol - 1956 e 1958
Torneio Internacional de Paris - 1957
Torneio Internacional do Chile - 1957
- Boca Juniors
- Santos
Seleção Brasileira
-
-
-
-
-
BELLINI
-
686 JOGOS NA CARREIRA -1 GOL MARCADO
-
51 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA
-
-
Nome completo Hilderaldo Luís Bellini
Data de nasc. 7 de junho de 1930
Local de nasc. Itapira, (SP), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Falecido em 20 de março de 2014 (83 anos)
Local da morte São Paulo, São Paulo, Brasil
Altura 1,82m
Informações profissionais
Posição Zagueiro-central
Clubes de juventude
1946–1948
1949–1951
Itapirense
Sanjoanense
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1952–1961
1962–1967
1968–1969
Vasco da Gama
São Paulo
Atlético Paranaense430
205 (1)
Seleção nacional
1957–1966
Brasil51 (0)
-
foi um futebolista brasileiro, capitão da Seleção Brasileira de Futebol na conquista do primeiro título mundial, em 1958[2].
Atuando como zagueiro, jogou na Itapirense e depois na Sanjoanense de 1949 a 1951, além do Vasco da Gama de 1952 a 1961, no São Paulo de 1962 a 1967 e no Atlético Paranaense, de 1968 a 1969, quando encerrou sua carreira[3].
Ganhou títulos pelo Vasco nos Cariocas de 1952, 1956 e 1958, Torneio Rio-São Paulo de 1958, Torneio de Paris de 1957, Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer de 1953, dentre outros.
-
Consagrou-se como capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1958. Sua foto levantando a Taça Jules Rimet com as duas mãos sobre a cabeça é uma das marcas do futebol brasileiro, e passou a ser repetida por todo capitão ao levantar a taça. Mauro foi seu reserva em 1958. Na Copa de 1962, Bellini foi reserva de Mauro, que foi o capitão
Começou no pequeno Itapirense e depois na Sanjoanense, de São João da Boa Vista mas se tornou famoso no Vasco da Gama, onde chegou em 1952, numa época de renovação do time, após o desmanche do famoso Expresso da Vitória.
Bellini era um zagueiro vigoroso, raçudo, que se impunha dentro da área. Compensava a limitada técnica com muita seriedade e lealdade aos adversários, o que lhe deu o posto de capitão da seleção em 1958.
Em 1962, foi vendido ao São Paulo, entrando no lugar do zagueiro Mauro. Ficou no clube por seis anos, e não conquistou nenhum título por ele.
Em 1968 foi contratado pelo Clube Atlético Paranaense onde encerrou sua carreira como profissional em 1969[4].
Foi um dos primeiros jogadores a usar a imagem publicitariamente.
-
-
-
*Está na seleção do Vasco de todos os tempos da revista placar nas edições de 82 e 2007
BELLINI
686 JOGOS NA CARREIRA -1 GOL MARCADO
51 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA
| Nome completo | Hilderaldo Luís Bellini | |
|---|---|---|
| Data de nasc. | 7 de junho de 1930 | |
| Local de nasc. | Itapira, (SP), Brasil | |
| Nacionalidade | brasileiro | |
| Falecido em | 20 de março de 2014 (83 anos) | |
| Local da morte | São Paulo, São Paulo, Brasil | |
| Altura | 1,82m | |
| Informações profissionais | ||
| Posição | Zagueiro-central | |
| Clubes de juventude | ||
| 1946–1948 1949–1951 | ||
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 1952–1961 1962–1967 1968–1969 | 430 205 (1) | |
| Seleção nacional | ||
| 1957–1966 | 51 (0) | |
foi um futebolista brasileiro, capitão da Seleção Brasileira de Futebol na conquista do primeiro título mundial, em 1958[2].
Atuando como zagueiro, jogou na Itapirense e depois na Sanjoanense de 1949 a 1951, além do Vasco da Gama de 1952 a 1961, no São Paulo de 1962 a 1967 e no Atlético Paranaense, de 1968 a 1969, quando encerrou sua carreira[3].
Ganhou títulos pelo Vasco nos Cariocas de 1952, 1956 e 1958, Torneio Rio-São Paulo de 1958, Torneio de Paris de 1957, Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer de 1953, dentre outros.
Consagrou-se como capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1958. Sua foto levantando a Taça Jules Rimet com as duas mãos sobre a cabeça é uma das marcas do futebol brasileiro, e passou a ser repetida por todo capitão ao levantar a taça. Mauro foi seu reserva em 1958. Na Copa de 1962, Bellini foi reserva de Mauro, que foi o capitão
Começou no pequeno Itapirense e depois na Sanjoanense, de São João da Boa Vista mas se tornou famoso no Vasco da Gama, onde chegou em 1952, numa época de renovação do time, após o desmanche do famoso Expresso da Vitória.
Bellini era um zagueiro vigoroso, raçudo, que se impunha dentro da área. Compensava a limitada técnica com muita seriedade e lealdade aos adversários, o que lhe deu o posto de capitão da seleção em 1958.
Em 1962, foi vendido ao São Paulo, entrando no lugar do zagueiro Mauro. Ficou no clube por seis anos, e não conquistou nenhum título por ele.
Em 1968 foi contratado pelo Clube Atlético Paranaense onde encerrou sua carreira como profissional em 1969[4].
Foi um dos primeiros jogadores a usar a imagem publicitariamente.
*Está na seleção do Vasco de todos os tempos da revista placar nas edições de 82 e 2007
Homenagens
-
A estátua localizada em uma das entradas do Maracanã, inaugurada em 13 de novembro de 1960 em homenagem aos Campeões Mundiais de Futebol de 1958, tornou-se popularmente conhecida como estátua do Bellini, mesmo não se assemelhando a ele.[9] Suas pegadas foram eternizadas na "Calçada da Fama" do Estádio da Ressacada do Avaí Futebol Clube em 2011.[10]
A estátua localizada em uma das entradas do Maracanã, inaugurada em 13 de novembro de 1960 em homenagem aos Campeões Mundiais de Futebol de 1958, tornou-se popularmente conhecida como estátua do Bellini, mesmo não se assemelhando a ele.[9] Suas pegadas foram eternizadas na "Calçada da Fama" do Estádio da Ressacada do Avaí Futebol Clube em 2011.[10]
Títulos
-
- Club de Regatas Vasco da Gama
- Campeonato Carioca: 1952, 1956 e 1958
- Copa Rivadavia: 1953
- Torneio Internacional de Santiago: 1953
- Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro: 1953
- Triangular Internacional do Chile: 1957
- Torneio Quadrangular de Lima: 1957
- Torneio de Paris: 1957
- Troféu Teresa Herrera: 1957
- Torneio Rio-São Paulo: 1958
- Seleção Brasileira de Futebol
- Copa do Mundo: 1958 e 1962
- Copa Roca: 1957, 1960
- Copa Oswaldo Cruz: 1958, 1961, 1962
- Taça Bernardo O'Higgins: 1959
- Copa Atlântica: 1960
-
-
-
MIRANDA(Em atividade)
-
-
52 jogos pela seleção brasileira - 2 gols marcados
-
Nome completo João Miranda de Souza Filho
Data de nasc. 7 de setembro de 1984 (33 anos)
Local de nasc. Paranavaí (PR), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,86 m [1]
Pé Destro
Informações profissionais
Clube atual Internazionale
Número 23
Posição Zagueiro
Clubes de juventude
Coritiba
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
2004–2005
2005–2006
2006–2011
2011–2015
2015– Coritiba
Sochaux
São Paulo
Atlético de Madrid
Internazionale 88 (6)
21 (2)
260 (10)
180 (13)
102 (1)
Seleção nacional3
2007– Brasil 52 (2)
-
- Club de Regatas Vasco da Gama
- Campeonato Carioca: 1952, 1956 e 1958
- Copa Rivadavia: 1953
- Torneio Internacional de Santiago: 1953
- Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro: 1953
- Triangular Internacional do Chile: 1957
- Torneio Quadrangular de Lima: 1957
- Torneio de Paris: 1957
- Troféu Teresa Herrera: 1957
- Torneio Rio-São Paulo: 1958
- Seleção Brasileira de Futebol
- Copa do Mundo: 1958 e 1962
- Copa Roca: 1957, 1960
- Copa Oswaldo Cruz: 1958, 1961, 1962
- Taça Bernardo O'Higgins: 1959
- Copa Atlântica: 1960
MIRANDA(Em atividade)
52 jogos pela seleção brasileira - 2 gols marcados
| Nome completo | João Miranda de Souza Filho | |
|---|---|---|
| Data de nasc. | 7 de setembro de 1984 (33 anos) | |
| Local de nasc. | Paranavaí (PR), Brasil | |
| Nacionalidade | brasileiro | |
| Altura | 1,86 m [1] | |
| Pé | Destro | |
| Informações profissionais | ||
| Clube atual | Internazionale | |
| Número | 23 | |
| Posição | Zagueiro | |
| Clubes de juventude | ||
| Coritiba | ||
| Clubes profissionais2 | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 2004–2005 2005–2006 2006–2011 2011–2015 2015– | Coritiba Sochaux São Paulo Atlético de Madrid Internazionale | 88 (6) 21 (2) 260 (10) 180 (13) 102 (1) |
| Seleção nacional3 | ||
| 2007– | Brasil | 52 (2) |
Títulos
-
- Coritiba
- São Paulo
- Atlético de Madrid
- Liga Europa: 2011-12
- Supercopa da Europa: 2012
- Copa do Rei: 2012–13
- Campeonato Espanhol: 2013–14
- Supercopa da Espanha: 2014
- Seleção Brasileira
- Coritiba
- São Paulo
- Atlético de Madrid
- Liga Europa: 2011-12
- Supercopa da Europa: 2012
- Copa do Rei: 2012–13
- Campeonato Espanhol: 2013–14
- Supercopa da Espanha: 2014
- Seleção Brasileira
Prêmios individuais
- Bola de Prata: 2008,2009
- Troféu Armando Nogueira, como melhor zagueiro do Campeonato Brasileiro: 2009 [12]
- Trouféu de Ouro de melhor zagueiro, Prêmio Craque do Brasileirão: 2007, 2008, 2009, 2010
- Onze ideal do Campeonato Brasileiro: 2007, 2008, 2009 e 2010
- Onze ideal de Sul-Americanos na Europa: 2013–14, pela MARCA
- Onze ideal da Liga Espanhola: 2013–14, pela UEFA [13]
- Top 3 - Melhor defensor da Espanha e da Liga Espanhola: 2014 [14]
- Troféu Samba de Ouro de melhor jogador brasileiro na Europa: 2014, segundo lugar perdendo apenas para Neymar
-
-
-
-
-
-
-
JUAN(Em Atividade)
-
-
82 jogos pela seleção brasileira - 7 gols marcados
-
-
Nome completo Juan Silveira dos Santos
Data de nasc. 1 de fevereiro de 1979 (39 anos)
Local de nasc. Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,83 m
Pé Destro
Apelido Capitão, Xerife da Gávea, J4,
Don Juan, Vovô Garoto,
Zagueiro Artilheiro, Vinho, Aquele que joga de terno
Informações profissionais
Período em atividade 1996–presente (21 anos)
Clube atual Flamengo
Número 4
Posição Zagueiro
Clubes de juventude
1989–1996Grajaú
Flamengo
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1996–2002
2002–2007
2007–2012
2012–2015
2016– Flamengo
Bayer Leverkusen
Roma
Internacional
Flamengo 246 (30)
176 (16)
148 (11)
117 (9)
100 (3)
Seleção nacional3
1995–1996
1997–1999
2001–2010 Brasil Sub-17
Brasil Sub-20
Brasil 6 (2)
5 (0)
78 (7)
- Bola de Prata: 2008,2009
- Troféu Armando Nogueira, como melhor zagueiro do Campeonato Brasileiro: 2009 [12]
- Trouféu de Ouro de melhor zagueiro, Prêmio Craque do Brasileirão: 2007, 2008, 2009, 2010
- Onze ideal do Campeonato Brasileiro: 2007, 2008, 2009 e 2010
- Onze ideal de Sul-Americanos na Europa: 2013–14, pela MARCA
- Onze ideal da Liga Espanhola: 2013–14, pela UEFA [13]
- Top 3 - Melhor defensor da Espanha e da Liga Espanhola: 2014 [14]
- Troféu Samba de Ouro de melhor jogador brasileiro na Europa: 2014, segundo lugar perdendo apenas para Neymar
JUAN(Em Atividade)
82 jogos pela seleção brasileira - 7 gols marcados
| Nome completo | Juan Silveira dos Santos | |
|---|---|---|
| Data de nasc. | 1 de fevereiro de 1979 (39 anos) | |
| Local de nasc. | Rio de Janeiro (RJ), Brasil | |
| Nacionalidade | brasileiro | |
| Altura | 1,83 m | |
| Pé | Destro | |
| Apelido | Capitão, Xerife da Gávea, J4, Don Juan, Vovô Garoto, Zagueiro Artilheiro, Vinho, Aquele que joga de terno | |
| Informações profissionais | ||
| Período em atividade | 1996–presente (21 anos) | |
| Clube atual | Flamengo | |
| Número | 4 | |
| Posição | Zagueiro | |
| Clubes de juventude | ||
1989–1996 | Grajaú Flamengo | |
| Clubes profissionais2 | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 1996–2002 2002–2007 2007–2012 2012–2015 2016– | Flamengo Bayer Leverkusen Roma Internacional Flamengo | 246 (30) 176 (16) 148 (11) 117 (9) 100 (3) |
| Seleção nacional3 | ||
| 1995–1996 1997–1999 2001–2010 | Brasil Sub-17 Brasil Sub-20 Brasil | 6 (2) 5 (0) 78 (7) |
Seleção Brasileira
-
Tendo já participado de seleções sub-17 e sub-20, estreou na Seleção Brasileira principal em 15 de julho de 2001 contra o Peru. Não participou da Copa do Mundo de 2002, entretanto, em 2004, o zagueiro tornou-se titular da Seleção Brasileira.
Participou das conquistas da Copa América 2004, Copa das Confederações de 2005, Copa América 2007 e Copa das Confederações de 2009, além de ter integrado a equipe brasileira que disputou a Copa do Mundo de 2006 e a Copa do Mundo de 2010.
Se aposentou da Seleção Brasileira depois da eliminação para a Holanda na Copa do Mundo de 2010.
-
Tendo já participado de seleções sub-17 e sub-20, estreou na Seleção Brasileira principal em 15 de julho de 2001 contra o Peru. Não participou da Copa do Mundo de 2002, entretanto, em 2004, o zagueiro tornou-se titular da Seleção Brasileira.
Participou das conquistas da Copa América 2004, Copa das Confederações de 2005, Copa América 2007 e Copa das Confederações de 2009, além de ter integrado a equipe brasileira que disputou a Copa do Mundo de 2006 e a Copa do Mundo de 2010.
Se aposentou da Seleção Brasileira depois da eliminação para a Holanda na Copa do Mundo de 2010.
Títulos
-
- Flamengo
- Copa Mercosul: (1) 1999
- Copa Ouro Sul-Americana: (1) 1996
- Copa dos Campeões: (1) 2001
- Campeonato Carioca: (5) 1996, 1999, 2000, 2001, 2017
- Taça Guanabara: (4) 1996, 1999, 2001, 2018
- Taça Rio: (2) 1996, 2000
- Copa dos Campeões Mundiais: (1) 1997
- Troféu São Sebastião do Rio de Janeiro: (1) 2000
- Campeonato Carioca Sub-20: (2) 1996, 1999
- Bayer Leverkusen
- Torneio Internacional de Maspalomas: (1) 2005[17]
- Roma
- Copa Itália: (1) 2007-08
- Supercopa da Itália: (1) 2007
- Internacional
- Campeonato Gaúcho: (3) 2013, 2014, 2015
- Taça Piratini: (1) 2013
- Taça Farroupilha: (1) 2013
- Seleção Brasileira
- Copa das Confederações: (2) 2005, 2009
- Copa América: (2) 2004, 2007
- Carlsberg Cup: (1) 2005
- Flamengo
- Copa Mercosul: (1) 1999
- Copa Ouro Sul-Americana: (1) 1996
- Copa dos Campeões: (1) 2001
- Campeonato Carioca: (5) 1996, 1999, 2000, 2001, 2017
- Taça Guanabara: (4) 1996, 1999, 2001, 2018
- Taça Rio: (2) 1996, 2000
- Copa dos Campeões Mundiais: (1) 1997
- Troféu São Sebastião do Rio de Janeiro: (1) 2000
- Campeonato Carioca Sub-20: (2) 1996, 1999
- Bayer Leverkusen
- Torneio Internacional de Maspalomas: (1) 2005[17]
- Roma
- Copa Itália: (1) 2007-08
- Supercopa da Itália: (1) 2007
- Internacional
- Campeonato Gaúcho: (3) 2013, 2014, 2015
- Taça Piratini: (1) 2013
- Taça Farroupilha: (1) 2013
- Seleção Brasileira
- Copa das Confederações: (2) 2005, 2009
- Copa América: (2) 2004, 2007
- Carlsberg Cup: (1) 2005
Prêmios Individuais
-
Flamengo
-
-
-
-
-
-
-
-
OSCAR
-
15 gols marcados na carreira
-
60 jogos pela seleção brasileira - 2 gols marcados
-
-
Nome completo José Oscar Bernardi
Data de nasc. 20 de junho de 1954 (64 anos)
Local de nasc. Monte Sião, (MG), Brasil
Informações profissionais
Posição ex-zagueiro
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1973–1979
1979–1980
1980–1987
1987–1990 Ponte Preta
New York Cosmos
São Paulo
Nissan Motors 0 (0)
0 (0)
294 (13)
0 (0)
Seleção nacional
1978–1986 Brasil 59 (2)
-
Estilo:
-
Era um grande beque, desses que tanto podiam desfazer ataque adversário com uma jogada clássica ou com um chutão para qualquer lugar ("para o mato", como se dizia na gíria do futebol). Formou com Dario Pereyra uma dupla "intransponível", que ajudou a garantir ao São Paulo quatro campeonatos paulistas e um brasileiro em sete anos. Foi capitão do SPFC e da Seleção Brasileira. Fazia a torcida vibrar quando avançava para tentar gols de cabeça.
-
Flamengo
OSCAR
15 gols marcados na carreira
60 jogos pela seleção brasileira - 2 gols marcados
| Nome completo | José Oscar Bernardi | |
|---|---|---|
| Data de nasc. | 20 de junho de 1954 (64 anos) | |
| Local de nasc. | Monte Sião, (MG), Brasil | |
| Informações profissionais | ||
| Posição | ex-zagueiro | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
| 1973–1979 1979–1980 1980–1987 1987–1990 | Ponte Preta New York Cosmos São Paulo Nissan Motors | 0 (0) 0 (0) 294 (13) 0 (0) |
| Seleção nacional | ||
| 1978–1986 | Brasil | 59 (2) |
Estilo:
Era um grande beque, desses que tanto podiam desfazer ataque adversário com uma jogada clássica ou com um chutão para qualquer lugar ("para o mato", como se dizia na gíria do futebol). Formou com Dario Pereyra uma dupla "intransponível", que ajudou a garantir ao São Paulo quatro campeonatos paulistas e um brasileiro em sete anos. Foi capitão do SPFC e da Seleção Brasileira. Fazia a torcida vibrar quando avançava para tentar gols de cabeça.
Carreira
-
Mesmo com pouca habilidade com a bola nos pés[1], Oscar foi um dos zagueiros que mais brilhou na história do São Paulo, formando, ao lado de Darío Pereyra, uma dupla de zaga considerada por muitos como a melhor da história do clube.[2] Começou nos juvenis do Guarani[3], mas em 1972 foi levado por Mário Juliato para a Ponte Preta.[4] Lá estreou no profissional e se destacou a ponto de ser convocado para a Seleção Brasileira juvenil que foi campeã sul-americana em 1974.[5] No ano seguinte, o Jornal da Tarde destacou um comentário a seu respeito: "É impressionante a sua capacidade de roubar a bola do adversário sem cometer faltas."[6]
Com boas atuações, frequentemente era cogitado como reforço para os times da capital. Em 1975, a Ponte Preta cogitou vender seu passe ao Palmeiras.[6] Inicialmente, a Ponte dizia que ele era inegociável, depois estabeleceu um preço de 1,5 milhão de cruzeiros, até chegar a oitocentos mil cruzeiros, mais os passes de dois ou três jogadores.[6] A diretoria palmeirense, entretanto, considerou a pedida alta.[6] No dia seguinte, o valor tinha subido novamente. "Oscar é um excelente zagueiro e seu passe foi fixado em dois milhões de cruzeiros", explicou um dirigente ponte-pretano. "Não haverá redução, pois nossa intenção é conservar o jogador."[7] Mesmo recebendo cerca de nove milhões de cruzeiros pelos passes dos recém vendidos Luís Pereira e Leivinha,[7] o Palmeiras acabou não contratando o jogador. Segundo o JT, o aumento do preço poderia ter a ver justamente com a venda do passe do também zagueiro Luís Pereira.[8]
Antes do Paulistão de 1977, a Ponte pediu apenas seiscentos mil cruzeiros ao mesmo Palmeiras pelo passe de Oscar, mas a proposta não foi aceita pelo clube paulistano.[4] Diante da indecisão do Palmeiras, o preço foi subindo ao longo do campeonato, em que a Ponte foi vice. Nesse mesmo ano, em 31 de maio[9], o zagueiro foi convocado pela primeira vez para a seleção principal, que disputaria as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1978, na Argentina, mas não entrou em campo. Defenderia pela primeira vez a Seleção em 1 de abril de 1978, em amistoso contra a França, e falhou no gol de Michel Platini que deu a vitória aos franceses por 1 a 0.[10]
Ao ser convocado para a Copa, ganhou a posição, foi titular e chamado de "uma das maiores expressões da equipe brasileira [naquela Copa]".[11] "Quando fui convocado, não esperava muita coisa", contou ele à revista Placar, em abril de 1979. "Já ir à Argentina era muito bom. Para um jogador do Interior, isso já era demais. Não esperava ser convocado para a Seleção jogando pela Ponte."[4] Àquela altura, tinha renovado seu contrato, e seu passe passou a valer dois milhões de cruzeiros. O Cruzeiro quis pagar a quantia, e o jogador até assinou contrato com os mineiros, mas a Ponte Preta conseguiu impedir a transação graças à Lei do Passe.[4]
Durante o Campeonato Paulista de 1978, o presidente do Corinthians, Vicente Matheus, dizia a quem quisesse ouvir que Oscar já estava contratado e seria anunciado após o torneio, que se estendeu pelo ano de 1979, mas nem o jogador nem a Ponte confirmaram, e a história morreu.[4] Nessa época, era considerado o melhor zagueiro central do Brasil[12], e a zaga que formava com Amaral (que tinha sido seu colega nos juvenis do Guarani) na Seleção era considerada a ideal.[3] No Paulistão seguinte, ficou novamente com o vice-campeonato e logo depois foi vendido para o Cosmos, de Nova York, por 16,5 milhões de cruzeiros, o que ajudou a Ponte a aliviar seus problemas financeiros.[13] "Eu gostaria muito de poder continuar aqui na Ponte", disse, antes de a negociação se concretizar.[14] As negociações com o time estadunidense já se arrastavam desde o primeiro semestre, e quase foram interrompidas quando um suposto representante do Olympique de Marselha apareceu, em agosto, com uma proposta ainda melhor, mas tudo não passava de conto do vigário.[12]
Não ficou mais que sete meses nos Estados Unidos, onde sentiu falta da família, estranhou do idioma ao clima e viu os "brasileiros do Cosmos" (generalização do próprio Oscar, que não quis citar nomes) dizer até que ele estava com "problemas possicológicos".[11] Em 23 de julho de 1980 voltou ao Brasil, mas para defender o São Paulo, comprado com o superávit do time, especialmente depois da saída de Aílton Lira, vendido para a Arábia Saudita cinco meses depois de chegar, por um preço cinco vezes maior do que o pago ao Santos.[15] Com um salário que comparou ao que recebia no Cosmos[16], passou a ser "um dos jogadores mais bem pagos do futebol brasileiro".[5] Seu primeiro jogo oficial foi no início do returno do Campeonato Paulista: já com a faixa de capitão, ele ajudou o tricolor a golear o rival Corinthians por 4 a 0.[17] Cinco dias antes, em um amistoso contra o também rival Palmeiras, ele tinha estreado com a nova camisa, e o placar terminara com os mesmos 4 a 0. O time embalou. Só decidiria o título se vencesse o segundo turno. Venceu-o e sagrou-se campeão paulista com duas vitórias por 1 a 0 sobre o Santos. Como capitão, levantou a taça: ele seria o capitão de praticamente todos os times do São Paulo até deixar o clube.[16]
No ano seguinte, o vice-campeonato brasileiro e o bicampeonato paulista, este previsto com quase três meses de antecedência. "Vamos ser campeões paulistas", garantiu, ainda no segundo turno do campeonato, à Placar.[18] O time cumpriu a promessa de seu zagueiro, mas sem ele, que sofreu uma contusão na virilha e ficou fora da reta final, sendo substituído por Gassem. A contusão foi tão séria que ele pensou até em aposentar-se.[19]
Recuperado, foi convocado para a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Jogou bem, sem cometer uma única falha[20], mas o Brasil foi eliminado pela Itália nas quartas-de-final. "Nosso time é superior ao deles", lamentou o zagueiro depois da partida.[20] Por pouco Oscar não foi herói naquele jogo, marcando o que seria o gol da classificação: nos últimos minutos, acertou uma cabeçada que foi aparada em cima da linha pelo goleiro italiano Dino Zoff. Logo após a Copa, o São Paulo contratou um novo técnico, José Poy, o mesmo com quem já tinha sido campeão paulista em 1975. Oscar tinha opinião formada sobre o novo comandante. "Ele não gosta de perder, e isso é muito bom", comentou. "Já andei perdendo muito nestes últimos dois anos. Cheguei à conclusão de que o jogador brasileiro precisa ser tratado com dureza, pois ainda não está suficientemente preparado para ser tratado de outra maneira."[21]
Mas o São Paulo seguiu perdendo. Novo título, só em 1985, quando foi garoto-propaganda da marca Ovomaltine.[22], e foi campeão paulista, desta vez como um dos veteranos em um time montado basicamente com jovens promessas. Oscar quase ficou de fora da decisão, pois tinha contraído uma infecção intestinal dois dias antes e na preparação para o jogo ficou deitado em uma maca no departamento médico o tempo inteiro.[23]
Foi convocado para a Copa do Mundo de 1986, no México, mas desta vez ficou na reserva, apesar de ter sido o capitão da Seleção em todos os amistosos daquele ano, menos em um.[24] Suas atuações não vinham agradando[25], e Júlio César ganhou a posição.[26]Oscar não entraria em campo naquela Copa. O amistoso contra o Chile, em 7 de maio, o último oficial antes da Copa, seria sua última partida oficial com a camisa amarela. A convivência com a Seleção no México rendeu ao menos um dividendo para o São Paulo: o ponta Edivaldo pediu ao zagueiro que intermediasse sua contratação junto ao Atlético-MG.[16] No começo do ano seguinte, o ponta chegaria ao Morumbi.
Como no final de 1985, a sombra de uma contusão na reta final, desta vez no tornozelo, voltou no Campeonato Brasileiro de 1986. Oscar contundiu-se em novembro, e os médicos do time prometiam que ele seria liberado logo[27], mas ele só voltaria depois das férias que paralisaram o campeonato em janeiro. O problema é que Wágner Basílio estava jogando bem, e o técnico Pepe preferiu não mexer no time, que estava fazendo boa campanha.[28] Sem ele no time titular, o São Paulo levou o título brasileiro na final contra o Guarani. "Isso acontece, e tive de ser tolerante para não prejudicar o grupo nos jogos decisivos", lamentou Oscar, que completava: "Não vou mais aceitar a reserva. Sou importante para o clube dentro de campo. Quero uma solução: ou resolvem o caso ou vendem meu passe."[28]
A situação piorou com a volta do técnico Cilinho, que tinha comandado o time na conquista de 1985. Os dois se desentenderam, e Oscar voltou a frequentar o banco. De acordo com José Carlos Serrão, auxiliar de Cilinho, Oscar exerceria uma "liderança negativa".[29]Depois de uma derrota para o Juventus por 2 a 0, em 6 de junho, que marcou nove partidas sem vitória, o técnico elegeu o zagueiro como bode expiatório e disse que ele iria perder o lugar para o então novato Adílson. Isso revoltou Oscar, que pediu a rescisão de seu contrato no dia seguinte.[29] Saiu criticando bastante seu novo desafeto: "Com Cilinho não trabalho mais. Ele voltou ao clube para fazer uma limpeza. Sou apenas o primeiro nome de sua lista."[29] Darío Pereyra seria o próximo, de acordo com Oscar.[29]
Ele pensou em abandonar a carreira, algo que tinha passado por sua cabeça alguns dias entes, quando do amistoso contra o Napoli[29], mas desistiu da ideia e antes do fim de junho já tinha uma oferta do Nissan Motors FC, do Japão. Sua contratação foi anunciada em 29 de junho, e ele teria apartamento, carro e escola para a filha pagos pelo clube, para um contrato a princípio de um ano a partir de outubro.[30] Oscar foi um dos primeiros brasileiros a chegar ao futebol japonês, chamado para dar início a um trabalho de base, às vésperas da popularização do esporte no país.[31] Virou ídolo da torcida japonesa.[1] Ao encerrar a carreira, seguiu como técnico naquele país
-
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*Está na seleção do São Paulo de todos os tempos da revista placar na edição de 2007
Mesmo com pouca habilidade com a bola nos pés[1], Oscar foi um dos zagueiros que mais brilhou na história do São Paulo, formando, ao lado de Darío Pereyra, uma dupla de zaga considerada por muitos como a melhor da história do clube.[2] Começou nos juvenis do Guarani[3], mas em 1972 foi levado por Mário Juliato para a Ponte Preta.[4] Lá estreou no profissional e se destacou a ponto de ser convocado para a Seleção Brasileira juvenil que foi campeã sul-americana em 1974.[5] No ano seguinte, o Jornal da Tarde destacou um comentário a seu respeito: "É impressionante a sua capacidade de roubar a bola do adversário sem cometer faltas."[6]
Com boas atuações, frequentemente era cogitado como reforço para os times da capital. Em 1975, a Ponte Preta cogitou vender seu passe ao Palmeiras.[6] Inicialmente, a Ponte dizia que ele era inegociável, depois estabeleceu um preço de 1,5 milhão de cruzeiros, até chegar a oitocentos mil cruzeiros, mais os passes de dois ou três jogadores.[6] A diretoria palmeirense, entretanto, considerou a pedida alta.[6] No dia seguinte, o valor tinha subido novamente. "Oscar é um excelente zagueiro e seu passe foi fixado em dois milhões de cruzeiros", explicou um dirigente ponte-pretano. "Não haverá redução, pois nossa intenção é conservar o jogador."[7] Mesmo recebendo cerca de nove milhões de cruzeiros pelos passes dos recém vendidos Luís Pereira e Leivinha,[7] o Palmeiras acabou não contratando o jogador. Segundo o JT, o aumento do preço poderia ter a ver justamente com a venda do passe do também zagueiro Luís Pereira.[8]
Antes do Paulistão de 1977, a Ponte pediu apenas seiscentos mil cruzeiros ao mesmo Palmeiras pelo passe de Oscar, mas a proposta não foi aceita pelo clube paulistano.[4] Diante da indecisão do Palmeiras, o preço foi subindo ao longo do campeonato, em que a Ponte foi vice. Nesse mesmo ano, em 31 de maio[9], o zagueiro foi convocado pela primeira vez para a seleção principal, que disputaria as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1978, na Argentina, mas não entrou em campo. Defenderia pela primeira vez a Seleção em 1 de abril de 1978, em amistoso contra a França, e falhou no gol de Michel Platini que deu a vitória aos franceses por 1 a 0.[10]
Ao ser convocado para a Copa, ganhou a posição, foi titular e chamado de "uma das maiores expressões da equipe brasileira [naquela Copa]".[11] "Quando fui convocado, não esperava muita coisa", contou ele à revista Placar, em abril de 1979. "Já ir à Argentina era muito bom. Para um jogador do Interior, isso já era demais. Não esperava ser convocado para a Seleção jogando pela Ponte."[4] Àquela altura, tinha renovado seu contrato, e seu passe passou a valer dois milhões de cruzeiros. O Cruzeiro quis pagar a quantia, e o jogador até assinou contrato com os mineiros, mas a Ponte Preta conseguiu impedir a transação graças à Lei do Passe.[4]
Durante o Campeonato Paulista de 1978, o presidente do Corinthians, Vicente Matheus, dizia a quem quisesse ouvir que Oscar já estava contratado e seria anunciado após o torneio, que se estendeu pelo ano de 1979, mas nem o jogador nem a Ponte confirmaram, e a história morreu.[4] Nessa época, era considerado o melhor zagueiro central do Brasil[12], e a zaga que formava com Amaral (que tinha sido seu colega nos juvenis do Guarani) na Seleção era considerada a ideal.[3] No Paulistão seguinte, ficou novamente com o vice-campeonato e logo depois foi vendido para o Cosmos, de Nova York, por 16,5 milhões de cruzeiros, o que ajudou a Ponte a aliviar seus problemas financeiros.[13] "Eu gostaria muito de poder continuar aqui na Ponte", disse, antes de a negociação se concretizar.[14] As negociações com o time estadunidense já se arrastavam desde o primeiro semestre, e quase foram interrompidas quando um suposto representante do Olympique de Marselha apareceu, em agosto, com uma proposta ainda melhor, mas tudo não passava de conto do vigário.[12]
Não ficou mais que sete meses nos Estados Unidos, onde sentiu falta da família, estranhou do idioma ao clima e viu os "brasileiros do Cosmos" (generalização do próprio Oscar, que não quis citar nomes) dizer até que ele estava com "problemas possicológicos".[11] Em 23 de julho de 1980 voltou ao Brasil, mas para defender o São Paulo, comprado com o superávit do time, especialmente depois da saída de Aílton Lira, vendido para a Arábia Saudita cinco meses depois de chegar, por um preço cinco vezes maior do que o pago ao Santos.[15] Com um salário que comparou ao que recebia no Cosmos[16], passou a ser "um dos jogadores mais bem pagos do futebol brasileiro".[5] Seu primeiro jogo oficial foi no início do returno do Campeonato Paulista: já com a faixa de capitão, ele ajudou o tricolor a golear o rival Corinthians por 4 a 0.[17] Cinco dias antes, em um amistoso contra o também rival Palmeiras, ele tinha estreado com a nova camisa, e o placar terminara com os mesmos 4 a 0. O time embalou. Só decidiria o título se vencesse o segundo turno. Venceu-o e sagrou-se campeão paulista com duas vitórias por 1 a 0 sobre o Santos. Como capitão, levantou a taça: ele seria o capitão de praticamente todos os times do São Paulo até deixar o clube.[16]
No ano seguinte, o vice-campeonato brasileiro e o bicampeonato paulista, este previsto com quase três meses de antecedência. "Vamos ser campeões paulistas", garantiu, ainda no segundo turno do campeonato, à Placar.[18] O time cumpriu a promessa de seu zagueiro, mas sem ele, que sofreu uma contusão na virilha e ficou fora da reta final, sendo substituído por Gassem. A contusão foi tão séria que ele pensou até em aposentar-se.[19]
Recuperado, foi convocado para a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Jogou bem, sem cometer uma única falha[20], mas o Brasil foi eliminado pela Itália nas quartas-de-final. "Nosso time é superior ao deles", lamentou o zagueiro depois da partida.[20] Por pouco Oscar não foi herói naquele jogo, marcando o que seria o gol da classificação: nos últimos minutos, acertou uma cabeçada que foi aparada em cima da linha pelo goleiro italiano Dino Zoff. Logo após a Copa, o São Paulo contratou um novo técnico, José Poy, o mesmo com quem já tinha sido campeão paulista em 1975. Oscar tinha opinião formada sobre o novo comandante. "Ele não gosta de perder, e isso é muito bom", comentou. "Já andei perdendo muito nestes últimos dois anos. Cheguei à conclusão de que o jogador brasileiro precisa ser tratado com dureza, pois ainda não está suficientemente preparado para ser tratado de outra maneira."[21]
Mas o São Paulo seguiu perdendo. Novo título, só em 1985, quando foi garoto-propaganda da marca Ovomaltine.[22], e foi campeão paulista, desta vez como um dos veteranos em um time montado basicamente com jovens promessas. Oscar quase ficou de fora da decisão, pois tinha contraído uma infecção intestinal dois dias antes e na preparação para o jogo ficou deitado em uma maca no departamento médico o tempo inteiro.[23]
Foi convocado para a Copa do Mundo de 1986, no México, mas desta vez ficou na reserva, apesar de ter sido o capitão da Seleção em todos os amistosos daquele ano, menos em um.[24] Suas atuações não vinham agradando[25], e Júlio César ganhou a posição.[26]Oscar não entraria em campo naquela Copa. O amistoso contra o Chile, em 7 de maio, o último oficial antes da Copa, seria sua última partida oficial com a camisa amarela. A convivência com a Seleção no México rendeu ao menos um dividendo para o São Paulo: o ponta Edivaldo pediu ao zagueiro que intermediasse sua contratação junto ao Atlético-MG.[16] No começo do ano seguinte, o ponta chegaria ao Morumbi.
Como no final de 1985, a sombra de uma contusão na reta final, desta vez no tornozelo, voltou no Campeonato Brasileiro de 1986. Oscar contundiu-se em novembro, e os médicos do time prometiam que ele seria liberado logo[27], mas ele só voltaria depois das férias que paralisaram o campeonato em janeiro. O problema é que Wágner Basílio estava jogando bem, e o técnico Pepe preferiu não mexer no time, que estava fazendo boa campanha.[28] Sem ele no time titular, o São Paulo levou o título brasileiro na final contra o Guarani. "Isso acontece, e tive de ser tolerante para não prejudicar o grupo nos jogos decisivos", lamentou Oscar, que completava: "Não vou mais aceitar a reserva. Sou importante para o clube dentro de campo. Quero uma solução: ou resolvem o caso ou vendem meu passe."[28]
A situação piorou com a volta do técnico Cilinho, que tinha comandado o time na conquista de 1985. Os dois se desentenderam, e Oscar voltou a frequentar o banco. De acordo com José Carlos Serrão, auxiliar de Cilinho, Oscar exerceria uma "liderança negativa".[29]Depois de uma derrota para o Juventus por 2 a 0, em 6 de junho, que marcou nove partidas sem vitória, o técnico elegeu o zagueiro como bode expiatório e disse que ele iria perder o lugar para o então novato Adílson. Isso revoltou Oscar, que pediu a rescisão de seu contrato no dia seguinte.[29] Saiu criticando bastante seu novo desafeto: "Com Cilinho não trabalho mais. Ele voltou ao clube para fazer uma limpeza. Sou apenas o primeiro nome de sua lista."[29] Darío Pereyra seria o próximo, de acordo com Oscar.[29]
Ele pensou em abandonar a carreira, algo que tinha passado por sua cabeça alguns dias entes, quando do amistoso contra o Napoli[29], mas desistiu da ideia e antes do fim de junho já tinha uma oferta do Nissan Motors FC, do Japão. Sua contratação foi anunciada em 29 de junho, e ele teria apartamento, carro e escola para a filha pagos pelo clube, para um contrato a princípio de um ano a partir de outubro.[30] Oscar foi um dos primeiros brasileiros a chegar ao futebol japonês, chamado para dar início a um trabalho de base, às vésperas da popularização do esporte no país.[31] Virou ídolo da torcida japonesa.[1] Ao encerrar a carreira, seguiu como técnico naquele país
*Está na seleção do São Paulo de todos os tempos da revista placar na edição de 2007
Títulos
-
- São Paulo
- Nissan Motors
- Campeonato Japonês: 1988, 1989
- São Paulo
- Nissan Motors
- Campeonato Japonês: 1988, 1989
Individual
- Bola de prata brasileira: 1977
-
-
-
-
ROBERTO DIAS
-
-
78 GOLS MARCADOS NA CARREIRA
-
25 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA - 1 GOL MARCADO
-
-
Nome completo Roberto Dias Branco
Data de nasc. 7 de janeiro de 1943
Local de nasc. São Paulo, Brasil
Falecido em 26 de setembro de 2007 (64 anos)
Local da morte São Paulo, Brasil
Apelido Roberto Dias ou Dias
Informações profissionais
Posição Volante e zagueiro
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1960-1973
1973
1974-1977
1978
1978
São Paulo
CEUB (DF)
Jalisco
Dom Bosco
Nacional-SP523 (76)
2 (0)
? (?)
14 (2)
? (?)
Seleção nacional
1960-1966
Brasil25 (1)
- Bola de prata brasileira: 1977
ROBERTO DIAS
78 GOLS MARCADOS NA CARREIRA
25 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA - 1 GOL MARCADO
| Nome completo | Roberto Dias Branco | |
|---|---|---|
| Data de nasc. | 7 de janeiro de 1943 | |
| Local de nasc. | São Paulo, Brasil | |
| Falecido em | 26 de setembro de 2007 (64 anos) | |
| Local da morte | São Paulo, Brasil | |
| Apelido | Roberto Dias ou Dias | |
| Informações profissionais | ||
| Posição | Volante e zagueiro | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 1960-1973 1973 1974-1977 1978 1978 | 523 (76) 2 (0) ? (?) 14 (2) ? (?) | |
| Seleção nacional | ||
| 1960-1966 | 25 (1) | |
Carreira
-
Roberto Dias começou a jogar futebol nos juvenis do próprio São Paulo, aos 16 anos. Dias sempre foi a imagem do jogador técnico. Foi o grande craque do time nos anos 1960, porém sem conquistar nenhum título, pois a preocupação era a construção do Morumbi. Os torcedores iam a campo para vê-lo, tamanha a intimidade que tinha com a bola. A saída do goleiro era através de Dias, que colocava a bola em qualquer lugar do campo. Dava chapéus, inclusive em Pelé. O próprio Pelé, aliás, reconhecia a dificuldade de superar a marcação de Dias, jogador habilidoso e técnico, sem dúvida um dos maiores que o São Paulo já teve. Era exímio cobrador de faltas.[1]
Em 1967 foi eleito "Atleta do Ano"[2]. Nesse mesmo ano, marcou um gol histórico contra o Fluminense, do Rio de Janeiro: jogando como meio-volante, entrou em diagonal na intermediária adversária e, como recebeu um passe em suas costas, tocou de calcanhar, dando um chapéu em um defensor adversário e, sem deixar a pelota cair, fuzilou a meta do goleiro fluminense.
Em 1970, conquistou seu primeiro título paulista atuando ao lado de Gérson e Toninho, entre outros. Pouco depois, em 29 de novembro, foi obrigado a ficar afastado dos campos de futebol, vítima de uma complicação cardíaca, inicialmente divulgada como "bronquite" e "tratamento de torcicolo".[3] Uma versão dá conta de que uma bolada no pescoço deixou uma de suas coronárias entupida,[2] mas é desmentida por especialistas.[4]Passou quase dois anos parado — embora fizesse parte do elenco que ganhou o Campeonato Paulista de 1971, disputou apenas uma partida naquele ano, pelo Campeonato Brasileiro.[5]
Depois de 523 jogos pelo São Paulo (o quinto jogador que mais atuou pela equipe e o terceiro em anos de permanência no clube),[6] ganhou passe livre em 26 de setembro de 1973, apesar de a diretoria ter passado algum tempo negando essa possibilidade. "Isso [o passe livre] seria um castigo, e ele merece um prêmio", dizia o diretor de futebol José Douglas Dallora em agosto.[7] O jogador lamentava ir embora: "Encerrar a carreira aqui seria bom, mas não posso fazer nada."[7] Depois de uma passagem rápida pelo CEUB,[8] de Brasília, que defendeu no Campeonato Brasileiro de 1973, foi para o Jalisco, de Guadalajara, México, clube que defendeu por três anos, ganhando ainda o prêmio de melhor atleta estrangeiro de 1974. Ao voltar ao Brasil, ainda defendeu o Dom Bosco, do Mato Grosso, no Campeonato Brasileiro de 1978, e o Nacional, de São Paulo, até se aposentar,[9] no fim da temporada.
Em 1987, foi convidado para ser instrutor de futebol para sócios do clube.[10] Em 25 de setembro de 2007, sofreu uma parada cardiorrespiratória ao tomar banho. Levado ao Hospital das Clínicas, não resistiu e faleceu no dia seguinte.[8] No dia de sua morte, o São Paulo atuou contra o Boca Juniors, da Argentina, com tarjas pretas no braço esquerdo das camisas.[11]
Roberto Dias começou a jogar futebol nos juvenis do próprio São Paulo, aos 16 anos. Dias sempre foi a imagem do jogador técnico. Foi o grande craque do time nos anos 1960, porém sem conquistar nenhum título, pois a preocupação era a construção do Morumbi. Os torcedores iam a campo para vê-lo, tamanha a intimidade que tinha com a bola. A saída do goleiro era através de Dias, que colocava a bola em qualquer lugar do campo. Dava chapéus, inclusive em Pelé. O próprio Pelé, aliás, reconhecia a dificuldade de superar a marcação de Dias, jogador habilidoso e técnico, sem dúvida um dos maiores que o São Paulo já teve. Era exímio cobrador de faltas.[1]
Em 1967 foi eleito "Atleta do Ano"[2]. Nesse mesmo ano, marcou um gol histórico contra o Fluminense, do Rio de Janeiro: jogando como meio-volante, entrou em diagonal na intermediária adversária e, como recebeu um passe em suas costas, tocou de calcanhar, dando um chapéu em um defensor adversário e, sem deixar a pelota cair, fuzilou a meta do goleiro fluminense.
Em 1970, conquistou seu primeiro título paulista atuando ao lado de Gérson e Toninho, entre outros. Pouco depois, em 29 de novembro, foi obrigado a ficar afastado dos campos de futebol, vítima de uma complicação cardíaca, inicialmente divulgada como "bronquite" e "tratamento de torcicolo".[3] Uma versão dá conta de que uma bolada no pescoço deixou uma de suas coronárias entupida,[2] mas é desmentida por especialistas.[4]Passou quase dois anos parado — embora fizesse parte do elenco que ganhou o Campeonato Paulista de 1971, disputou apenas uma partida naquele ano, pelo Campeonato Brasileiro.[5]
Depois de 523 jogos pelo São Paulo (o quinto jogador que mais atuou pela equipe e o terceiro em anos de permanência no clube),[6] ganhou passe livre em 26 de setembro de 1973, apesar de a diretoria ter passado algum tempo negando essa possibilidade. "Isso [o passe livre] seria um castigo, e ele merece um prêmio", dizia o diretor de futebol José Douglas Dallora em agosto.[7] O jogador lamentava ir embora: "Encerrar a carreira aqui seria bom, mas não posso fazer nada."[7] Depois de uma passagem rápida pelo CEUB,[8] de Brasília, que defendeu no Campeonato Brasileiro de 1973, foi para o Jalisco, de Guadalajara, México, clube que defendeu por três anos, ganhando ainda o prêmio de melhor atleta estrangeiro de 1974. Ao voltar ao Brasil, ainda defendeu o Dom Bosco, do Mato Grosso, no Campeonato Brasileiro de 1978, e o Nacional, de São Paulo, até se aposentar,[9] no fim da temporada.
Em 1987, foi convidado para ser instrutor de futebol para sócios do clube.[10] Em 25 de setembro de 2007, sofreu uma parada cardiorrespiratória ao tomar banho. Levado ao Hospital das Clínicas, não resistiu e faleceu no dia seguinte.[8] No dia de sua morte, o São Paulo atuou contra o Boca Juniors, da Argentina, com tarjas pretas no braço esquerdo das camisas.[11]
Seleção Brasileira
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Dias estreou na Seleção Brasileira olímpica durante as Olimpíadas de 1960, em Roma, quando formou o meio-de-campo com Gérson. Na Seleção principal, estreou em 30 de maio de 1964, em uma vitória por 3 a 2 sobre a França. Ao longo de sua carreira, defendeu a Seleção por 25 vezes, com 13 vitórias, 8 empates e 4 derrotas.[12][13] Em 1964, durante partida contra a Inglaterra no Maracanã, marcou um gol de falta no final da goleada por 5 a 1, enquanto Pelé e Gérson, os batedores "oficiais", discutiam quem cobraria. "Me meti no meio deles", contava, "e, quando menos esperavam, chutei e fiz o gol. Ninguém falou nada. Só que se eu tivesse errado…"[9]
Esteve ainda entre os 47 convocados para treinamentos da Seleção em Serra Negra e Caxambu, como preparativos para a Copa do Mundo de 1966, mas acabou ficando de fora da lista final e não foi à Inglaterra.[14] Esse fato o abateu bastante, e ele mesmo admitiu que ficou abalado psicologicamente por algum tempo.
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TÍTULOS:
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SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE:
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Campeão Paulista 1970 e 1971
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RICARDO GOMES
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461 JOGOS NA CARREIRA - 49 GOLS NA CARREIRA
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45 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA - 4 GOLS MARCADOS
nformações pessoais
Nome completo Ricardo Gomes Raymundo
Data de nasc. 13 de dezembro de 1964 (53 anos)
Local de nasc. Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,89 m
Informações profissionais
Equipa atual Sem clube
Posição Treinador (ex-zagueiro)
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1982–1988
1988–1991
1991–1995
1995–1996 Fluminense
Benfica
Paris Saint-Germain
Benfica 201 (11)
83 (19)
115 (11)
17 (4)
Seleção nacional
1984–1994 Brasil 45 (4)
MedalhasJogos OlímpicosPrataSeul 1988FutebolJogos Pan-AmericanosOuroIndianápolis 1987Futebol
Dias estreou na Seleção Brasileira olímpica durante as Olimpíadas de 1960, em Roma, quando formou o meio-de-campo com Gérson. Na Seleção principal, estreou em 30 de maio de 1964, em uma vitória por 3 a 2 sobre a França. Ao longo de sua carreira, defendeu a Seleção por 25 vezes, com 13 vitórias, 8 empates e 4 derrotas.[12][13] Em 1964, durante partida contra a Inglaterra no Maracanã, marcou um gol de falta no final da goleada por 5 a 1, enquanto Pelé e Gérson, os batedores "oficiais", discutiam quem cobraria. "Me meti no meio deles", contava, "e, quando menos esperavam, chutei e fiz o gol. Ninguém falou nada. Só que se eu tivesse errado…"[9]
Esteve ainda entre os 47 convocados para treinamentos da Seleção em Serra Negra e Caxambu, como preparativos para a Copa do Mundo de 1966, mas acabou ficando de fora da lista final e não foi à Inglaterra.[14] Esse fato o abateu bastante, e ele mesmo admitiu que ficou abalado psicologicamente por algum tempo.
TÍTULOS:
SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE:
Campeão Paulista 1970 e 1971
RICARDO GOMES
461 JOGOS NA CARREIRA - 49 GOLS NA CARREIRA
45 JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA - 4 GOLS MARCADOS
| nformações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Ricardo Gomes Raymundo | |
| Data de nasc. | 13 de dezembro de 1964 (53 anos) | |
| Local de nasc. | Rio de Janeiro (RJ), Brasil | |
| Nacionalidade | brasileiro | |
| Altura | 1,89 m | |
| Informações profissionais | ||
| Equipa atual | Sem clube | |
| Posição | Treinador (ex-zagueiro) | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
| 1982–1988 1988–1991 1991–1995 1995–1996 | Fluminense Benfica Paris Saint-Germain Benfica | 201 (11) 83 (19) 115 (11) 17 (4) |
| Seleção nacional | ||
| 1984–1994 | Brasil | 45 (4) |











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