sexta-feira, 24 de abril de 2009

Johan Cruijff


Johan Cruijff, (25 de Abril de 1947, Amsterdam) foi certamente um dos nomes mais importantes na história de todos os esportes. Seu futebol, revolucionário, tático, ofensivo, coletivo, vistoso e eficiente inspirou muitos jogadores e treinadores a partir das suas extraordinárias atuações no Amsterdamsche Football Club Ajax e principalmente na seleção da Holanda, durante a Copa do Mundo de 1974.

Se hoje, atualmente temos no futebol jogadores polivalentes que podem atuar sem posição fixa no campo, sem prejuízo de suas atuações individuais, muito se deve a este genial craque e não menos ao seu treinador no Ajax e na Seleção Holandesa, Rinus Michels. Mesmo mais de 30 anos passados da Copa do Mundo de 1974, Holanda, Michels e Cruijff sintetizam a última revolução tática na história do futebol e serão para sempre lembrados como sinônimos de futebol total.



Como jogador

Cruijff jogou pelo Ajax, FC Barcelona, Los Angeles Aztecs, Washington Diplomats, Levante Union Deportiva, Feyenoord e New York Cosmos. Como jogador, Cruijff ficou conhecido pelo jogo gracioso, reações rápidas, controle da bola, rapidez, aceleração, capacidade de mudar rapidamente de direção e pela disciplina tática. Foi tido como um dos melhores jogadores de futebol do seu tempo, juntamente com Franz Beckenbauer e Pelé, apesar de não ter ganhado qualquer taça com a sua equipe nacional. Como jogador internacional pela Seleção Neerlandesa de Futebol, fez 48 jogos, nos quais marcou 33 gols.

Os destaques da sua carreira como jogador incluem a vitória da Liga dos Campeões da UEFA por três vezes (1971, 1972 e 1973), com o Ajax), o Ballon d'Or (Jogador Europeu do Ano) por três vezes (1971, 1973 e 1974), e o lugar de vice-campeão do mundo na final do campeonato de 1974 (perdeu a final contra a Alemanha, a qual jogava em casa). Em 1978 ele recusou participar no campeonato do mundo na Argentina onde os Países Baixos foram vice-campeões outra vez. Alguns dizem que sua recusa foi um protesto contra a ditadura militar que vigorava na Argentina. Outros acham que sua esposa, Dani Cruyff, o proibiu; na Copa de 1974 na Alemanha jornalistas fotografaram os jogadores holandeses com mulheres alemãs nuas na piscina do hotel. Receosa, Dani teria proibido Cruyff a ir à Argentina. Também é importante saber que já em 1974 o Cruyff anunciou numa entrevista que iria parar de jogar futebol quando fazia 31 anos, e isso foi em abril de 1978.

Em 1979, um ano depois de parar a jogar futebol, o Cruyff tinha perdido todo o seu dinheiro por causa de investimentos ruíns. Por isso ele resolveu voltar aos campos, começando nos Estados Unidos. Em 1979 atuou pelos Los Angeles Aztecs, e um ano depois foi contratado pelos Washington Diplomats. De 1980 a 1981 Cruyff voltou á Holanda e ajudou o técnico de Ajax, Leo Beenhakker, no seu trabalho. Em março e maio de 1981 ele jogou dez vezes para Levante de Espanha, mas o clube não conseguiu pagar o salário de Cruyff, então ele saiu. Depois ele jogou um torneio com o AC Milan, mas se machucou e perdeu também a temporada nos Estados Unidos. Em dezembro de 1981 Cruyff assinou um contrato com o Ajax, como jogador, e ele voltou aos campos Holandeses no jogo contra Haarlem em casa (4-1, primeiro gol de Cruyff). Nas temporadas 1981-1982 e 1982-1983 o Ajax foi campeão holandês, e no último ano também ganhou a Copa Holandês. Por que o Cruyff já tinha 36 anos, o Ajax recusou oferecer ele um novo contrato, e para mostrar que o clube tinha feito um erro, ele assinou um contrato por um ano com o arquerival Feyenoord. Pela primeira vez em 10 anos o Feyenoord foi campeão holandês, e também ganhou a Copa holandês. No dia 13 de maio 1984, 37 anos de idade, o Cruyff jogou o seu último partido no futebol profissional contra PEC Zwolle, e marcou um gol.

Como treinador

Johan Cruijff treinou dois clubes após a sua carreira de jogador: Ajax e Barcelona. Como treinador levou o Ajax à vitória na Recopa Européia em (1987). No Barça conquistou 4 títulos na Liga Espanhola (1991, 1992, 1993 e 1994) e uma Liga dos Campeões da UEFA (1992).

Como pessoa

Cruijff costumava fumar 20 cigarros por dia antes de sofrer de problemas cardíacos, (foi operado ao coração por duas vezes - cirurgia de ponte de safena ou cirurgia bypass) após o que ele deixou de fumar e começou a usar pastilhas para deixar o cigarro. Foi também figura de cartaz de uma campanha anti-fumantes desenvolvida pelo departamento de saúde do governo catalão.

A supertaça neerlandesa recebeu o seu nome: Johan Cruijff-schaal.

Antes do primeiro jogo pelo Barça, já havia conquistado os torcedores do clube ao declarar que escolheu o time catalão em vez dos rivais do Real Madrid pois não poderia jogar em um clube associado ao ditador espanhol, Francisco Franco.

Como homenagem à Catalunha, batizou seu filho de Jordi, a versão local para "Jorge", nome do santo padroeiro da região. Cruijff só pôde "driblar" a proibição de Franco de manifestações culturais das etnias não-espanholas situadas na Espanha, porque registrou seu filho na Holanda, onde este nasceu.

O filho, Jordi Cruijff, aliás, jogou pelo FC Barcelona, Manchester United, Celta Vigo, Alavés, Espanyol, além de jogar pelas seleções da Holanda e da Catalunha, estando atualmente no Metalurh Donets'k, da Ucrânia. Foi treinado pelo pai no Barça.

Citações

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Durante a sua carreira, Cruijff também se tornou um fenômeno nacional por causa dos seus comentários, alguns dos quais se destacam pelo brilho e pura lógica. A sua forma de discurso foi chamada de "Cruijffiaans" nos Países Baixos. Alguns exemplos:

  • "Os italianos não podem nos vencer, mas nós certamente podemos perder contra eles" ("Italianen kunnen niet van ons winnen, maar we kunnen wel van ze verliezen.")
  • "Sem a bola, você não pode ganhar" ("Zonder de bal kun je niet winnen.")
  • "A velocidade é frequentemente confundida com o discernimento. Quando eu começo a correr antes dos restantes, pareço ser mais rápido" ("Snelheid wordt vaak verward met inzicht. Als ik eerder ga lopen dan de rest, lijk ik sneller.")
  • "Antes que eu faça um erro, eu NÃO FAÇO esse erro" ("Voordat ik een fout maak, maak ik die fout niet.")
  • "Toda a desvantagem tem a sua vantagem" ("Elk nadeel heeft z'n voordeel.")
  • "Para ganhar você tem de marcar um gol a mais do que o adversário" ("Om te winnen moet je 1 goal meer scoren dan je tegenstander")
  • e o seu mais famoso ditado: "o acaso é lógico" ("Toeval is logisch.")
  • "Eu não sou religioso. Na Espanha, todos os 22 jogadores fazem o sinal da cruz antes de entrar no campo. Se funcionasse,sempre seria um empate." (Ik geloof niet. In Spanje slaan alle 22 spelers een kruisje voordat ze het veld opkomen, als het werkt, zal het dus altijd een gelijkspel worden.)

A sua influência na língua espanhola foi o tema do seguinte documentário de 2004: En un momento dado.

  • "E se você marca um gol, é a dentro." (En als je scoort, dan zit ie erin.)

Sobre Cruijff

  • "Johan foi o melhor jogador mas eu ganhei a Copa do mundo'' (Johan war der bessere Spieler, aber ich bin Weltmeister). Franz Beckenbauer

Curiosidades

No mínimo diferente. Revolucionário. Craque. Johannes Cruyff surgiu para o futebol no final dos anos 60 e mudou o conceito que todos tinham a respeito desse esporte.

Veloz, astuto, corria por todo o campo abrindo lacunas para os companheiros. Com a bola nos pés, tinha habilidade e uma noção de espaço fora do comum. Diferente da maioria dos atacantes até então, não esperava a bola chegar, fazia melhor, ia atrás dela.

Estreou na seleção da Holanda com apenas 19 anos. Logo no primeiro jogo, deixou sua marca no empate de 1 a 1 diante da Hungria.

Foi um dos líderes na conquista do vice-campeonato mundial em 1974, com o chamado "Carrossel Holandês". Naquele time, nenhum jogador tinha posição fixa no gramado. Todos rodavam em busca de um melhor posicionamento.

Temperamental, se desentendeu com os cartolas do seu país pouco antes da Copa do Mundo de 1978 e acabou abandonando a seleção.

Em clubes, Cruyff também fez história. Iniciou a carreira no Ajax, em 64. Nove anos depois, já consagrado, foi contratado a peso de ouro pelo Barcelona (na época, a maior contratação da história) e não decepcionou.

Na sua segunda temporada deu ao clube o título espanhol após 14 anos de jejum. De quebra, foi o artilheiro da conquista.

Deixou o Barça em 1978 para jogar nos Estados Unidos, mais precisamente no Washington Diplomats e, posteriormente, no Los Angeles Aztecas.

De 1981 a 1982 regressou à Espanha para defender o Valencia. Depois, ainda passou novamente pelo Ajax e Feyenoord. Em 1988, aceitou o convite para treinar o Barcelona e permaneceu no comando do clube até 1996.

Cruyff ganhou o prêmio de melhor jogador da Europa nos anos de 1971, 1973 e 1974, e ficou com o terceiro posto em 1975.

Atualmente, o holandês trabalha na preparação de atletas em Amsterdã e inaugurou um centro de treinamento na Universidad Deportiva Johan Cruyff.

Clubes nos quais atuou

Ano

Time

1964
a 1973

Ajax
(Holanda)

1973
a 1978

Barcelona
(Espanha)

1979

L. A. Aztecs
(EUA)

1980

W. Diplomats
(EUA)

1981

Levante
(Espanha)

1981
a 1983

Ajax
(Holanda)

1983
a 1984

Feyernoord
(Holanda)

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